Grêmio não faz a lição de casa e sonho do título fica mais distante

14/10/2012

O Grêmio precisava da vitória sobre o Botafogo para se manter na segunda colocação, já que o Atlético-MG minutos antes tinha assegurado a sua sobre o Sport. Mas não foi o que se viu no Olímpico. O tricolor teve que engolir um empate aos 45 minutos da etapa final. Um a um com sabor de derrota e o retorno ao terceiro lugar da tabela. Agora, com 57 pontos, o time da Azenha está há 11 do líder Fluminense, que bateu de virada a Ponte Preta jogando em casa.

O Grêmio até que jogou bem, por vezes. O meio de campo continua sentindo a ausência de Elano e o ataque não vingou, novamente, com André Lima. Leandro mostrou regularidade e certa qualidade, mas não foi o suficiente. Marquinhos e Marco Antônio não tiveram criatividade pra levar pra frente o time, que desde o início da partida, foi bem marcado pelo Botafogo.

Foto: Mauro Vieira

Foto: Mauro Vieira

O primeiro tempo foi de poucas chances de gol e ambas equipes antecipavam a marcação. Para o Grêmio, aos dois minutos surge a primeira tentativa de abrir o placar. Com passe de Zé Roberto, André Lima conclui, mas sem perigo. Só aos 11 minutos o tricolor tem outra chance real. Leandro gira dentro da área e bate com força, mas o goleiro Renan defende no ângulo e manda para escanteio. Na sequência do lance, Marquinhos cabeceou pra baixo e Werley acertou o travessão em novo cabeceio.

No Botafogo, Andrezinho era o principal articulador de jogadas, mas não ofereceu grande perigo ao gol de Marcelo Grohe. Só aos 19 minutos, surge a primeira chance real com Fellype Gabriel.

Quase no final do primeiro tempo, Souza machuca o tornozelo e vira dúvida para a próxima etapa. O que acaba se confirmando. No intervalo, Luxemburgo dá lugar a Léo Gago, que aos cinco minutos da etapa complementar abre o placar com uma cobrança de falta precisa e certeira. Um a zero e 32 gremistas eufóricos. O Botafogo sente o gol e vai pra cima do tricolor. Aos nove minutos, Rafael Marques bate forte, mas Grohe defende.

Luxemburgo, precavido, tira André Lima e coloca em campo Vilson na tentativa de segurar o placar. No mesmo instante, Oswaldo de Oliveira substitui e entra Seedorf. Até os 45 minutos nada de muito diferente do que se viu ao longo da partida. Leandro era destaque para o Grêmio, com velocidade o jovem atacante gremista desafiava a defesa do Botafogo.

Mesmo sem muita qualidade, o time carioca conseguiu empatar. Bruno Mendes dominou no lado esquerdo da área, girou e bateu de perna direita, no canto esquerdo de Marcelo Grohe. Um a um e o estádio se cala. Pouco a pouco os gremistas vão embora com a sensação que o sonho do título, que embora sempre difícil, agora está mais distante.

Na próxima quarta-feira o Grêmio vai ao Rio de Janeiro enfrentar o líder Fluminense. O jogo será no Engenhão e começa às 19h30. Mais do que sorte, o tricolor precisa agora a famosa raça dos pampas.

Micheli Aguiar

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Peleia de Tricolores

13/10/2012

É oficial: o Grêmio quer o topo. Amanhã, às 18h30, enfrenta o Botafogo no Estádio Olímpico, mas de olho em outro time carioca. O Fluminense e seus 9 pontos de vantagem são a meta a ser alcançada pelos gaúchos, que passaram a acreditar em algo maior neste campeonato. A vaga na Libertadores 2013 é declaradamente o primeiro objetivo, mas a possibilidade de título agora brilha aos olhos dos gremistas.

Impulsionados pela vitória fora de casa contra o Sport na última rodada, a equipe de Vanderlei Luxemburgo precisa superar os desfalques e também a gana do Botafogo, que ainda não jogou a toalha e espera começar uma reação em Porto Alegre.

André Lima

André Lima deve ser o titular do ataque, ao lado de Leandro.

O Grêmio vai a campo com o ataque reserva, já que Kleber está suspenso e Marcelo Moreno está servindo a seleção da Bolívia. Sem outros nomes importantes, como Elano e Gilberto Silva, o Tricolor enfrenta um Botafogo motivado e contando com o retorno de titulares, apesar de desfalcado do goleiro Jefferson, convocado para a seleção brasileira, juntamente com o Fernando, do Grêmio.

Já não há tempo para marcar passo, só uma boa sequência pode manter o time na disputa e por isso o jogo de amanhã será decisivo para as pretensões gremistas. Uma vitória pode abrir vantagem sobre o Atlético-MG e manter a chance de se aproximar do líder, para que a briga pelo título fique mesmo entre os tricolores gaúcho e carioca.

O Grêmio deve iniciar a partida com: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Naldo e Anderson Pico; Souza, Marco Antonio, Marquinhos e Zé Roberto; Leandro e André Lima. O tricolor é o segundo colocado do Brasileirão com 56 pontos, mesma pontuação do Atlético-MG (3º), que perde apenas no número de vitórias. O Botafogo está em oitavo com 40 pontos, 10 a menos que o Vasco, 4º colocado.


Império bolivariano (?)

12/09/2012

No primeiro final de semana que Juan pôde atuar no time do Inter, o comandante colorado optou por usar Índio e Bolívar na equipe principal. Moledo, naquela ocasião, ficou de fora da relação e Juan no banco de reservas. Isso foi no empate com a Portuguesa em 1 a 1.

Contra o Grêmio, a zaga titular foi Juan e Bolívar com Índio no banco e Moledo, mais uma vez, fora dos relacionados. Nessa partida, o colorado saiu derrotado por 1 a 0. No jogo seguinte, no Couto Pereira, o Inter também perdeu por 1 a 0, dessa vez para o Coritiba. Com Juan lesionado, a zaga titular foi Índio e Bolívar, com Moledo no banco. Depois dali, o “general” da defesa colorada não voltou mais a campo.

Antes do confronto contra o Flamengo, “torcedores” foram até o treinamento para manifestar insatisfação com os maus resultados do time. Um dos principais alvos desse grupo que se fez presente, foi o zagueiro Bolívar – ele que falhou no gol do Coritiba dias antes do protesto. Coincidência ou não, na partida contra o rubronegro carioca, o camisa 2 perdeu espaço para Rodrigo Moledo no time. O resquício de uma gripe também seria um dos motivos para essa ausência, inclusive o jogador foi liberado da concentração para não contaminar os colegas. Na ocasião, Fernandão justificou: “O Bolívar não saiu do time por conta do resfriado. Eu já tinha feito um trabalho antes disso. Ele ia ficar no banco, mas teve que sair da concentração porque passou a noite mal. Levo o Jackson nesse jogo dentro de um pensamento normal. Sempre disse que nós temos grandes zagueiros e vou começar a fazer um rodízio entre eles.” Muito cobrado no protesto dos torcedores, Bolívar foi “defendido” pelo comandante colorado: “Infelizmente às vezes o peso no Bolívar é muito maior. O peso de quando as coisas não acontecem como a gente pensa. As coisas caem muito em cima dele, isso é ruim”, disse.

Para o jogo contra o São Paulo, Bolívar não embarcou com a delegação. Com a decisão de Fernandão por fazer uma espécie de rodízio de zagueiros, o jogador ficou por Porto Alegre, dando, mais uma vez, lugar ao garoto Jackson no grupo principal. Na partida contra o Flu, Bolívar também não foi relacionado. Ao ser comunicado que seria reserva outra vez, pediu para ser liberado da concentração; alegando que assim poderia intensificar os treinamentos para melhorar os condicionamentos físicos e técnicos. Fernandão assentiu: “Lógico que ele fica chateado de ter saído do time, mas ele me pediu para ficar fora do banco. Para que ele pudesse seguir trabalhando no final de semana.”

Hoje o Inter está indo para o Rio de Janeiro, onde enfrenta o Botafogo amanhã. Querem saber? Bolívar não foi com a delegação colorada. O motivo, dessa vez, parece ser opção técnica.

Ou será que o general, sabendo que não será titular no time de Fernandão, pediu mais uma vez para ficar fora? Será mesmo que Bolívar se recursou a ficar no banco de reservas, mesmo isso acarretando em não jogar algumas partidas com a camisa colorada? É bom lembrarmos que ainda no tempo de Dorival, Bolívar saiu do time por livre e espontânea vontade.

O que está havendo? Ninguém segura o general? Bolívar faz o que bem entende, é isso? Se for, temos um grande erro constatado e nem é do jogador: a direção, como está agindo para conter isso?


Camiseta a lá Salto Alto

06/09/2012

Para as meninas que são adeptas à moda futebol, o Botafogo do Rio de Janeiro pensou na vestimenta certa para as suas torcedoras e as demais admiradoras da estrela solitária carioca.

Divulgação Site Botafogo

Na tarde de ontem, o marketing botafoguense apresentou ao seu público o lançamento da camisa rosa, em evento realizado na loja oficial do clube, em General Severiano. A gandula musa Fernanda Maia, o zagueiro Antônio Carlos, e os volantes Lucas Zen e Renato marcaram presença e participaram da entrega de rosas para as primeiras 200 torcedoras que adquiriram o produto. Infelizmente o mimo não está com o preço de banana e a mocinha que quiser adquirir a camiseta terá que desembolsar  R$ 179,90.

Será que a moda pega entre Grêmio e Inter? Eu, que sou meio botafoguense já gostei. O leitor que quiser me presentear, passo o endereço para a entrega do sedex.

 

 

 


Primeira derrota no Brasileiro

16/06/2012

Nem parecia o mesmo Inter das primeiras rodadas. Jogando em casa, a apatia da equipe era algo irreconhecível. Nos primeiros 20 minutos, o colorado não chegou nem perto da área de Jefferson. Era para ser diferente, já que os “selecionáveis“ Damião, Oscar e Guiñazu estavam de volta. O meio campo ideal de Dorival, com o menino Oscar e o argentino D‘Alessandro pôde entrar em campo.

Dagoberto e Andrezinho marcaram gols. (Foto: Alexandre Lops/Internacional)

Aos 30 minutos do primeiro tempo, em uma das primeiras chegadas do colorado ao ataque, Oscar foi lançado por Guiñazu, cruzou para a área e Damião, de cabeça, largou no pé de Dagoberto. O atacante aproveitou e abriu o placar. 1 a 0 para o Inter. Parecia que o time ia melhorar em campo, afinal, ter a vantagem já é um bom caminho. Mas não foi o que aconteceu. A torcida, já impaciente, que antes cantava, começou a vaiar. E, no segundo tempo, o Inter voltou com menos vontade ainda.

Na etapa final, Índio cometeu falta bem na entrada da área, os botafoguenses pediram pênalti, mas o árbitro deu falta. Depois de cobrada a falta, Vítor Júnior pegou pela direita e cruzou para Andrezinho, ex-Inter, mandar para o fundo das redes, de fora da área. Era o empate botafoguense.

E o Inter não reagiu. Acabou levando a virada. O time carioca ganhou um escanteio. Andrezinho foi cobrar, a bandeira ficava se dobrando, ele brigou, brigou, mas ajeitou a bandeirinha de escanteio. E cobrou. Para nenhum defensor subir, só Fellype Gabriel, que anulou Muriel e completou a virada. 2 a 1. Muitas vaias da torcida. O alvo foi Dorival Jr., que ouviu gritos de “burro“ vindos da arquibancada.

(Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)

Agora fica a pergunta: um time que quer ser campeão brasileiro pode perder em casa de virada?

Internacional: Muriel; Nei, Dalton, Índio e Fabrício (Jajá); Sandro Silva (Gilberto), Guiñazu, Oscar e D´Alessandro; Dagoberto e Damião. Técnico: Dorival Júnior.

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Lennon; Lucas Zen, Renato, Andrezinho, Vitor Junior (Gabriel) e Felipe Gabriel (Maicosuel); Herrera. Técnico: Osvaldo de Oliveira.


Heleno, o filme.

14/03/2012

* Escrito por Roberta Konzen

No próximo dia 30 um filme brasileiro vai estrear nas telonas de todo o Brasil. Trata-se de Heleno, uma trama cinebiografica sobre um jogador que era craque do Botafogo na década de 40. Só que além de astro do time, ele também aprontava muita confusão fora das quatro linhas.

Heleno viveu numa época em que ser jogador de futebol não era bem visto pela sociedade. E é dando enfoque a este personagem fora dos estádios, mulherengo, encrenqueiro e com pinta de galã, que o filme se desenrola.

Rodrigo Santoro atua como ‘Heleno’.

O diretor José Henrique Fonseca afirma não se tratar de um filme sobre futebol e apenas uma partida é retratada. Porém ele fez questão de cuidar cada detalhe para que o resultado final fosse próximo ao do que era na época. Uma única câmera, posta no chão, que grava o jogo, as camisetas não numeradas, as chuteiras de couro e a bola foram feitas conforme a realidade daquela década. E claro, tudo banhando na texturização em preto e branco ao longo de todo filme.

É uma boa pedida para quem é apaixonado por este esporte e quer mergulhar nos anos 40 e na boêmica vida de Heleno. Afinal, conhecer a vida de um jogador também é compreender um pouco mais o que circula ao redor do mundo do futebol.


Contagem regressiva

20/11/2011

Falta pouco, torcedor. O Campeonato Brasileiro está chegando na sua reta final e antes do seu fim, a matemática já mostra as suas exatas conclusões. E nessa jogada de números, quem se deu bem na rodada do finde foi o Internacional, que enfim chegou ao tão amado G5.

Botafogo x Internacional provou que, quem gosta mesmo de futebol tem que ter um coração resistente. Pois os minutos finais de uma partida equivalem a todos os 90 minutos jogados em questão de fortes emoções. O Colorado sabe bem disso pois foi um bravo lutador durante todo o tempo, mas foi só estar vencendo e levar um gol do Bota que aquele que é GIGANTE se tornou tão pequeno quanto um botão de flor.

Um primeiro tempo bem tático, jogado, batido. Com ele veio o presente do torcedor de vermelho. A volta dos gols de Leandro Damião que tatuou na bola as traves da sua chuteira e abre o placar aos 48 min. E no segundo tempo, o Inter continuou bancando o Golias até os 28min quando Andrézinho presenteia o garoto Oscar, que soube retribuir a gentileza do colega com o segundo gol do Inter.

Ele voltou com tudo (Foto: Futura Press)

Daí, meus amigos, o Inter se mixou. Ficou pequeno. Calçou 34. Se encolheu depois de tanto show. Dorival Jr surpreendeu recuando o time. A retranca apareceu da saída de D’Alessandro para a entrada de Elton e Oscar saiu para que Fabrício jogasse. Foi a partir daí que os cardíacos pediram ambulância. Pois nesses minutos o Botafogo conseguiu o seu desconto aos 31 min com Felipe Menezes. O jogo foi até 49, minha gente. Foi sufoco a todo pano, mas para a felicidade dos gaúchos colorados, o Inter conseguiu a 5ª posição do campeonato com 57 pontos.

Faltam apenas 2 jogos para o final do brasileiro. O Inter tem pela frente o Flamengo (que empatou hoje) e o Grêmio (que perdeu ontem). Haja coração!!!

Botafogo (1): Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Bruno Cortês; Everton, Marcelo Mattos, Renato, Elkeson; Loco Abreu, Herrera.

Internacional (2): Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo, Kleber; Guiñazu, Tinga, Oscar, D’alessandro;  Gilberto, Damião.


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