Cremação Beira-Rio

20/11/2012

Eles conseguiram. Queimaram mais um ídolo colorado.
Parabéns, senhor presidente Giovanni Luigi, por ter colocado na fogueira mais um grande ídolo colorado, e ter deixado ele queimar sem piedade.
Clap, clap, clap. Palmas para um dos presidentes mais incompetentes da história recente do Internacional. Digo isso porque , diferentemente dos que passaram pelo clube na década de 90, Luigi pegou um clube organizado, com dinheiro e prestígio, e transformou isso tudo e uma grande pilha de lixo. Clap, clap, clap.

Esse excelentíssimo senhor que comanda o meu clube do coração não se deu conta, ainda, que o real problema do Inter na última temporada não foram os técnicos, chamados de incompetentes, mas, sim, o grupo de jogadores desprezíveis que se acham bom demais para um banco de reservas, ou importantes demais para se submeter às ordens de um treinador. Grupo, esse, que fez um enorme fiasco nos últimos dois anos, e que contaminou com o seu caráter podre quase todos os jogadores que chegavam ao time.
Eles é que TEM que ir embora. Não Falcão, Dorival ou Fernandão.

Gosto de dar nomes aos bois. Pra mim, quem tem que ser chutado pra fora do Beira-Rio, é:
Bolívar, D’Alessandro, Guinazu, Dátolo, Índio, Kleber, Forlán e Rafael Moura. Além, é claro, dessa diretoria ridícula.
Tchau, adiós, adieu, bye, já vão tarde.

Pra mim, Fernandão tinha que ficar, e dar uma chance para ele treinar um grupo decente. Mas já mandaram ele embora. Claro, é mais fácil demitir um treinador do que um grupo inteiro.
O problema é que, caso esses jogadores prepotentes continuem, e venha Dunga, Felipão, Mourinho, ou quem quer que seja, vai ser outra vez queimar mais um treinador, mais um ídolo.
Se eu fosse o Dunga, só aceitaria treinar o Inter se tivesse a liberdade pra colocar pra rua toda essa caterva.

Triste. Depirmente. Revoltante.

Fora, Luigi!
Falcão eterno!
Fernandão eterno!
Dunga eterno!

Clarissa Londero
levantando a bandeira vermelha no Salto Alto FC

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Bagunça no Beira-Rio

19/11/2012

As três derrotas seguidas do Inter no Campeonato Brasileiro exaltaram os ânimos no Beira-Rio, deixando claro que não é nada confortável a zona na qual os colorados se encontram nesse momento. Ok, quase todos os colorados. Sempre tem alguém que consegue se safar e dar uma escapadinha do mau tempo. Que o diga Bolívar.

Segundo as palavras de Fernandão após o jogo de ontem, o zagueiro foi convocado para compor o grupo que enfrentaria o Corinthians no domingo. Porém, Bolívar se negou a jogar, alegando que já tinha compromisso (???). Ao que parece, o tal compromisso se trataria de uma viagem ao litoral e, convenhamos: quem não gostaria de aproveitar o feriadão matando trabalho e indo para a praia, hein?

Pegar o Corinthians no domingo? Ex-capitão preferiu sombra e água fresca.

Porém, há um estranho ruído na comunicação. Bolívar e seu empresário se manifestaram sobre as declarações do treinador, negando que o atleta tenha se recusado a jogar. Enquanto isso, Giovanni Luigi confirma a versão de Fernandão, inclusive optando pelo afastamento de Bolívar, que passa agora a treinar em separado do restante do elenco.

De longe se pode sentir o clima do vestiário. O que vemos em campo é o reflexo da perda de comando por parte da comissão técnica e dos dirigentes. Jogadores que antes eram identificados com o Internacional e considerados ídolos pela torcida agora fazem corpo mole, grandes contratações não correspondem, profissionais experientes não honram as cores do clube e, o pior de tudo, não admitem seus erros. Fernandão tem um dos melhores grupos do Brasil, mas não consegue fazer render, decepcionando a torcida rodada após rodada.

Bom, de acordo com D’alessandro & cia, a imprensa é a principal culpada pela má fase do Inter (oi?).

E você, torcedor colorado? De quem acha que é a culpa?


Decepção em Campinas

11/11/2012

O estádio Moisés Lucarelli foi palco de mais uma frustração colorada neste Brasileirão. A Ponte Preta venceu a partida por 1 a zero, jogando uma pá de cal nas esperanças coloradas de alcançar o G4. O Inter perdeu a segunda partida seguida e, com ela, a chance de se aproximar do São Paulo, que foi derrotado pelo Grêmio mais cedo, dando adeus às possibilidades de vaga para a Libertadores 2013.

Nem mesmo a volta do capitão Bolívar à equipe titular motivou o time a vencer em Campinas. A derrota veio ainda no primeiro tempo, em um lance de bola parada. Aos 25 minutos, Roger cabeceou para o alto, após falha do zagueiro Juan, a bola caiu atrás de Muriel e foi parar no fundo da rede. Apesar da derrota parcial, o Inter continuou sem levar perigo ao adversário. As boas jogadas do Inter vinham de Leandro Damião, com assistências para Forlán e Fred. Aos 45, Fabrício entrou em campo no lugar de Kleber, lesionado.

Damião tentou, mas o Inter decepciona novamente – Foto: Alexandre Lops

No segundo tempo, o Inter tentou pressionar a Macaca. Logo no início, Forlán cruzou para Damião, que perdeu o gol. Mas quem mais trabalhou foi Muriel, que aos 10 minutos precisou salvar o time duas vezes, depois de outra falha da zaga colorada. Os gaúchos ensaiaram uma reação com a entrada de Cassiano no lugar de Josimar e a troca de Juan por Elton, mas não foi o suficiente. O placar seguiu favorável à Ponte até o final.
O colorado perdeu a décima partida na competição e agora é o oitavo colocado, com 51 pontos, 8 a menos que o São Paulo, que está em quarto. Na próxima rodada, o Inter pega o Corinthians, no estádio Beira-Rio, tentando ao menos encerrar o ano com dignidade em frente à sua torcida.


Uns com muito, outros nem tanto

11/11/2012

Ambições iguais

Grêmio e São Paulo: times grandes, de respeito, de histórico, de currículo e, no momento, de ambições iguais: ser o segundo melhor time do Brasil e o campeão da Taça Sul-Americana. O time paulista é dono de uma grande crescente no campeonato. O Grêmio, por sua vez já poderia ser o vice-líder se tivesse mantido a regularidade (lembremos da síndrome de empatite de algumas rodadas anteriores).

Grêmio tem vantagens. Enquanto o tricolor gaúcho está colado no Galo mineiro, o paulista tem cinco pontos de diferença. Há ainda que goste de lembrar que o São Paulo tem uma certa touca para times do sul. Enfim.

Vanderlei Luxemburgo indiretamente já disse em coletivas que sua prioridade é o torneio continental.  A Sul Americana é um atalho para a Libertadores. É a possibilidade de mais um confronto entre os dois times. E mais do que isso é um título inédito. Para ambos. Título que apenas o inter conquistou pela bandeira brasileira.

E por falar no colorado, pouco há a ser dito nesse momento de cumprimento de tabela e chances quase nulas de Libertadores. O time está desfalcado, jogará improvisado. Tem a surpresa da não convocação de Forlán para a seleção uruguaia (aqui vale lembrar que os Hermanos estão tomando um sufoco para classificar para a Copa 2014) e a volta do general.

O General voltou. Foto:Alexandre Lopes

Fernandão não pode contar com Moledo nem Índio por suspensão. Nem com Jackson por lesão. Logo, chegou a hora de render-se mais uma vez à Bolivar, afastado desde a derrota para o Coxa. Se o São Paulo vencer o Grêmio, no Olímpico, e o Inter não bater a Ponte Preta, as já pequenas chances de  Libertadores de 2013 desaparecerão. A vitória, portanto, é obrigatória na partida do final de semana.

O jogo contra a Ponte é mais um na tabela. No entanto, a esperança pode ir embora ou não – definitivamente – ainda nessa rodada.


Telefone-sem-fio-colorado.

07/11/2012

Pra quem não sabe ou não lembra, para o confronto de domingo contra a Ponte Preta o técnico Fernandão tem alguns problemas para administrar – principalmente no que diz respeito à montagem do setor defensivo. Isso porque Índio e Rodrigo Moledo receberam o terceiro cartão amarelo na derrota para o Náutico e cumprirão suspensão automática.

Num primeiro momento, Juan, Jackson e Bolívar seriam os postulantes para essas duas vagas. No entanto, o garoto Jackson sentiu uma lesão em uma partida no time sub-23 e sequer treinou. De cinco, pra três, pra dois, fica mais fácil definir: Juan e Bolívar titulares na zaga colorada. Não. Não para o vice-presidente de futebol do Inter, Luciano Davi, que concedeu uma entrevista ontem a noite à Rádio Bandeirantes confirmando Ygor, VOLANTE, improvisado na zaga para o jogo contra a Ponte.

Eis que hoje pela manhã, no treinamento realizando no CT Parque Gigante, o técnico Fernandão montou um time com o general ao lado de Juan. Sim, ao contrário da ideia de Luciano Davi, depois de 75 dias sem figurar no time principal, Bolívar irá compôr a defesa colorada.

Último jogo do Bolívar foi na derrota do Inter pro Coritiba por 1 a 0.

Depois de praticamente escalar Ygor, Luciano Davi convocou a imprensa para uma entrevista coletiva para esclarecer a mudança. O VP do Inter reconheceu ter falhado e, inclusive, revelou que Fernandão lhe chamou antes do treino da manhã da manhã de hoje para comunicar a opção de promover o retorno zagueiro. Depois da pequena confusão, Davi disse concordar com a opção do comandante colorado: “A decisão do Fernandão é acertada.” – Disse ele.

 


Império bolivariano (?)

12/09/2012

No primeiro final de semana que Juan pôde atuar no time do Inter, o comandante colorado optou por usar Índio e Bolívar na equipe principal. Moledo, naquela ocasião, ficou de fora da relação e Juan no banco de reservas. Isso foi no empate com a Portuguesa em 1 a 1.

Contra o Grêmio, a zaga titular foi Juan e Bolívar com Índio no banco e Moledo, mais uma vez, fora dos relacionados. Nessa partida, o colorado saiu derrotado por 1 a 0. No jogo seguinte, no Couto Pereira, o Inter também perdeu por 1 a 0, dessa vez para o Coritiba. Com Juan lesionado, a zaga titular foi Índio e Bolívar, com Moledo no banco. Depois dali, o “general” da defesa colorada não voltou mais a campo.

Antes do confronto contra o Flamengo, “torcedores” foram até o treinamento para manifestar insatisfação com os maus resultados do time. Um dos principais alvos desse grupo que se fez presente, foi o zagueiro Bolívar – ele que falhou no gol do Coritiba dias antes do protesto. Coincidência ou não, na partida contra o rubronegro carioca, o camisa 2 perdeu espaço para Rodrigo Moledo no time. O resquício de uma gripe também seria um dos motivos para essa ausência, inclusive o jogador foi liberado da concentração para não contaminar os colegas. Na ocasião, Fernandão justificou: “O Bolívar não saiu do time por conta do resfriado. Eu já tinha feito um trabalho antes disso. Ele ia ficar no banco, mas teve que sair da concentração porque passou a noite mal. Levo o Jackson nesse jogo dentro de um pensamento normal. Sempre disse que nós temos grandes zagueiros e vou começar a fazer um rodízio entre eles.” Muito cobrado no protesto dos torcedores, Bolívar foi “defendido” pelo comandante colorado: “Infelizmente às vezes o peso no Bolívar é muito maior. O peso de quando as coisas não acontecem como a gente pensa. As coisas caem muito em cima dele, isso é ruim”, disse.

Para o jogo contra o São Paulo, Bolívar não embarcou com a delegação. Com a decisão de Fernandão por fazer uma espécie de rodízio de zagueiros, o jogador ficou por Porto Alegre, dando, mais uma vez, lugar ao garoto Jackson no grupo principal. Na partida contra o Flu, Bolívar também não foi relacionado. Ao ser comunicado que seria reserva outra vez, pediu para ser liberado da concentração; alegando que assim poderia intensificar os treinamentos para melhorar os condicionamentos físicos e técnicos. Fernandão assentiu: “Lógico que ele fica chateado de ter saído do time, mas ele me pediu para ficar fora do banco. Para que ele pudesse seguir trabalhando no final de semana.”

Hoje o Inter está indo para o Rio de Janeiro, onde enfrenta o Botafogo amanhã. Querem saber? Bolívar não foi com a delegação colorada. O motivo, dessa vez, parece ser opção técnica.

Ou será que o general, sabendo que não será titular no time de Fernandão, pediu mais uma vez para ficar fora? Será mesmo que Bolívar se recursou a ficar no banco de reservas, mesmo isso acarretando em não jogar algumas partidas com a camisa colorada? É bom lembrarmos que ainda no tempo de Dorival, Bolívar saiu do time por livre e espontânea vontade.

O que está havendo? Ninguém segura o general? Bolívar faz o que bem entende, é isso? Se for, temos um grande erro constatado e nem é do jogador: a direção, como está agindo para conter isso?


“Ele é um zagueiro, é o anjo da guarda da defesa…”

04/09/2012

“Mas para ser um bom zagueiro, não pode ser muito sentimental. Tem que ser sutil e elegante, ter sangue frio, acreditar em si e ser leal…”

E é com essa deixa da letra do Jorge Ben, que eu começo o post falando de um zagueiro leal e muito identificado com a história do Internacional. Desde a final do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2006, quando literalmente deu sangue pelo time, Índio é tido por toda a torcida do Internacional como um grande símbolo de raça e dedicação. Índio é o zagueiro que mais marcou gols com a camisa colorada: superando, inclusive, o grande ídolo Elías Figueroa.

Zagueiro Índio renova contrato por um ano. (Foto: Mauro Vieira)

Aos 37 anos, o zagueiro ainda não pensa em aposentadoria e, como prova disso, assinou uma renovação contratual com o Inter. Às vésperas do confronto contra o São Paulo, o camisa 3  definiu juntamente com a direção que fica no clube por pelo menos mais uma temporada.

Falando em zagueiro, Bolívar não estará sequer no banco de reservas na partida de amanhã. Que Fernandão começará a fazer um rodízio com os jogadores da posição, isso nós já sabemos… mas a ausência do jogador tem uma explicação, digamos, especial. O comandante colorado vê o zagueiro muito visado nos momentos críticos do clube.

“O Bolívar estava muito bem, infelizmente às vezes o peso no Bolívar é muito maior. O peso de quando as coisas não acontecem como a gente pensa. As coisas caem muito em cima dele, isso é ruim.”, ponderou F9.


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