Prefiro dizer ‘tchau, tchau’!

22/04/2012

” Tua caminhada ainda não terminou….
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás…
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.”
(Charles Chaplin)

Timaço do SAFC 4ever: essa vai virar quadro, hein!

Despedidas nunca são fáceis, ainda mais quando elas são permanentes. Tive algumas dessas nesses últimos anos da minha vida que fizeram com que aprendesse muito mais sobre mim mesma, e a capacidade que tenho de superar e seguir adiante.

Não que agora seja o caso, já que não considero permanente, muito menos uma despedida de fato. Aliás, nem cogito isso. Na realidade, a sensação é a mesma de quando me despeço dos amigos numa situação cotidiana e simplesmente digo: tchau, tchau.

É assim que eu sinto em relação a minha saída do Salto Alto Futebol Clube. Nesses últimos dois anos o blog e as minhas parceiras saltetes foram verdadeiros amigos do meu dia-a-dia, fazendo parte dos melhores e piores momentos nesse meio de tempo.

O SAFC abriu muitas portas e me proporcionou grandes amizades. As pessoas tiveram a chance de conhecer um pouco meu trabalho e com isso um tanto de mim mesma junto. Foi um ciclo de aprendizado e de várias realizações para cada uma de nós.

O projeto está crescendo, ganhando visibilidade e está cada vez mais conseguindo seu merecido espaço, tanto no meio, quanto no coração de nossos leitores, espectadores e ouvintes. No meu coração tem lugar cativo.

Por isso, assim como o SAFC, saio em busca do meu crescimento profissional, de novos projetos e das descobertas que quero e devo fazer nesta fase da minha vida. Faço do SAFC um exemplo a ser seguido, e tenho certeza que as colegas que vão integrar o time de craques saberão aproveitar essa ótima oportunidade.

Continuo parceira e apoiadora, não estarei longe não. Nem conseguiria. Desejo mais e mais sucesso para as minhas amigas Queki, Luiza e Laura. Elas sabem que podem contar sempre comigo neste NOVO SALTO ALTO que deve ‘estrear’ nesta próxima semana recheado de novidades.

Aposto que sentirão saudades tanto quanto eu desses posts enooooooormes, né… Pelo menos espero que sim, hehe! Muito obrigada por tudo gente e com certeza ainda nos veremos por aí, por aqui, por lá…enfim!

Gurias, AMO VOCÊS!  Uma vez saltete, sempre saltete!

Tchau, tchau!

Beijos, Baby
(@_babybarbara)

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Goleada com cara tricolor

18/03/2012

Ou seria goleada com cara de Luxemburgo? Pois é meus amigos e amigas, agora virou rotina no Gauchão, e o Grêmio parece ter aprendido a lição de casa direitinho. Depois dos 5 a 0 sobre o Nóia no último domingo, hoje foi o dia do Veranópolis ser a nova vítima do time tricolor que agora sim evolui a passos largos.

Grêmio engrenado: jogadores comemoram gol (foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA/Divulgação)

O resultado de 4 a 1, que podia ter sido muito mais amplo não fosse, principalmente, a tarde pouco inspirada do gladiador Kléber, afirma a fase ascendente da equipe de Luxa que já imprime seu estilo de jogo e monta o time ideal, claro que dentro das condições de grupo oferecidas.

Falo isso porque ainda sinto falta de peças importantes para o time, como o armador para ocupar o lugar deixado por Douglas e no mínimo mais um zagueiro de nome para dar maior segurança para a defesa gremista, que apesar de pouco acionada nos dois últimos jogos do campeonato, mostra fragilidades que preocupam, ainda mais se lembrarmos do jogo contra o River Plate-SE, pela Copa do Brasil.

Mas a evolução está aí. E no jogo foi nítido ver isso. O meio de campo composto por Fernando, Léo Gago, Souza e Marco Antônio cada vez mais demonstra entrosamento, com destaque hoje para Léo Gago e Souza que consegueriam ser úteis tanto defensivamente quanto na ligação com o ataque.

Gabriel continua fazendo bons jogos, voltando à forma desejada e sendo aquele elo de apoio para os atacantes pelo lado direito. Marcelo Moreno voltou depois de lesão, também voltou a marcar e apresentar um futebol de habilidade, buscando as bolas na defesa e inclusive ajudando na marcação.

Ótimo retorno: Marcelo Moreno fez gol e teve bom desempenho (foto: Wesley Santos/Gazeta Press)

Kléber, que como citei acima esteve mais apagado no jogo, tem crédito pelas últimas atuações. Teve muitos erros de finalização, que evidentemente aconteceram em momentos individualistas do gladiador, mas pelo menos participou das jogadas ofensivas. Como diria o amigo Mateus do Caxias “só bate quem erra”, ou melhor, só erra quem tenta, né… hehe!

Marco Antônio que também não conseguiu render na partida foi substituído pela sensação Bertoglio, que foi ovacionado pela torcida na sua entrada em campo, lá na Serra. O argentino, como quarto homem do meio, dessa vez não marcou nem deu assistência para gols (que só saíram no primeiro tempo), mas novamente recebeu destaque pela sua agilidade e jogadas inteligentes com o ataque gremista.

O segundo tempo foi de calmaria para o Grêmio e de honra para os donos da casa que conseguiram marcar um gol e diminuir a goleada, além de evitar que o Grêmio ampliasse o placar. Aliás, méritos do goleiro Luiz Muller. O defensor na etapa inicial falhou em mais de um gol em que estava mal colocado, porém se redimiu nos 45 minutos finais, quando dificultou a vida do Kléber e dos demais com várias defesas importantes.

Com mais essa vitória, o tricolor mantém a campanha de 100%, e junto do rival colorado possui o melhor ataque do campeonato. Aliás, como falei no post sobre a lavada do Inter ontem contra o Ju, a dupla tem elevado o nível da competição de forma a tornar cada vez mais difícil que os times do Interior consigam superá-los. É… O ano começou pra valer em Porto Alegre.

VERANÓPOLIS 1 X 4 GRÊMIO

Gols: Gilberto Silva, 1’1T(0-1); Marcelo Moreno, 19’2T(0-2);  Fernando, 24’2T(0-3); Gabriel, 41’1T(0-4) e Lê, 30’2T(1-4).

VERANÓPOLIS: Luiz Müller, Raulen, Fred, Emerson e Emanuel  (Fininho, 20’2T); Marcos Rogério, Eduardinho, Paulinho Dias e Leandro Diniz  (Maranhão, intervalo); Danilo Santos (Diogo Oliveira, 34’2T) e Lê – Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Gilberto Silva, Werley e Julio  Cesar (Pará, 34’2T); Fernando, Léo Gago, Souza e Marco Antônio (Bertoglio,  16’2T); Kleber e Marcelo Moreno (André Lima, 26’2T) – Técnico:  Vanderlei Luxemburgo.

Fonte: Terra Esportes e Lancenet.com.br


Dátolo, Damião e Jajá: os três reis magos do Beira-Rio

17/03/2012

Inter aplica goleada de 7 a 0 no Juventude. E aí a gente se pergunta… E a novidade? Pois eu respondo: Jajá. O menino grande e corpulento entrou para os 15 minutos finais e transformou o jogo. Padrão triste para o Ju que depois de quatro anos conseguiu alcançar a marca dos humilhantes 8 a 1 na final do Gauchão de 2008.

Jajá na coletiva: escolhido pela imprensa como o nome do jogo (foto: Queki/SAFC)

O Juventude, que havia feito um primeiro turno digno, expôs da forma mais drámatica suas falhas como equipe e uma recorrente inofensividade contra o Inter, principalmente em terreno colorado. O pobre goleiro Follmann, que fazia sua estreia no confronto, já leva consigo uma traumática derrota para sua carreira.

Na partida, os caxienses tiveram poucas jogadas de ataque, e as que tiveram todas pararam nas mãos de Muriel, que mostrou ser eficiente nas defesas e saídas por baixo, diferentemente do que faz nas bolas aéreas e de longo alcance, coisa que por sorte e incompetência dos adversários, não ocorreu.

O Inter, por sua vez, mostrou novamente e de forma sequente (lembrando a última partida contra o The Strongest) porque é um time a ser temido, tendo um dos setores ofensivos mais perigosos do país. O diferencial é o banco, que é capaz de substituir à altura. Coisa rara nos demais melhores times brasileiros.

Jajá foi a grata surpresa da tarde. Dos setes gols fez dois e deu assistência para outros dois, ou seja, com participação direta em mais da metade do placar, tudo isso em pouco mais de 15 minutos da etapa final. Damião mais uma vez apresentou oportunismo, marcando outros dois gols. Voltou a ser o Damigol que sabe estar no lugar certo, na hora certa.

Mas na minha opinião, Dátolo conseguiu novamente ser o nome da partida. Participou de todas as jogadas de ataque do colorado durante todo o tempo que ficou na partida, e ainda marcou o dele. Dátolo serve de armador, de atacante pela esquerda e pela direita, tem facilidade em se entrosar com Oscar, Dagoberto e Damião e é um pensador rápido, originando o primeiro gol do jogo numa cobrança de escanteio mais que inteligente.

Ele resolve: Jesús Dátolo (foto: Wesley Santos/Futura Press)

A vitória elástica e fácil afirma a boa fase do Inter, principalmente do ataque. Mas o que ainda é possível notar e que pode ser um problema mais adiante para o time são as falhas defensivas e individuais de alguns jogadores como Elton e Rodrigo Moledo, que desde o jogo contra o Santos têm se mostrado inseguros. Moledo não tem vencido disputas de cabeça e Elton desarma pouco e tem marcado mal. Muriel ainda não me convence no gol, mesmo com a boa partida de hoje.

O Inter, com campanha de 100%, está criando um padrão interessante para o futebol gaúcho, forçando os rivais a não ficarem para trás. Agora o campeonato tem tudo para ficar acirrado, como deve ser.

INTERNACIONAL 7 x 0 JUVENTUDE

Gols
INTERNACIONAL:Leandro Damião, aos 17min do primeiro tempo e aos 18min do segundo tempo; Dátolo, aos 10min do segundo tempo; Jajá, aos 31min e aos 35min do segundo tempo; Jô, aos 35min e Oscar aos 37min do segundo tempo

INTERNACIONAL:Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber (Fabrício); Élton, Bolatti, Oscar e Dátolo (Jajá); Dagoberto e Leandro Damião (Jô) Treinador: Dorival Júnior

JUVENTUDE: Follmann; Élder Granja, Ricardo Filho, Rafael Pereira e Everton; Léo Maringá, Nem, Jardel, e Athos; Jonatas Belusso e Mithyuê (Eraldo) Treinador: Alexandre Barroso

Fonte: Terra Esportes


Não basta vencer…. Tem que CONVENCER!

29/02/2012

Tarefa cada vez mais árdua para Mano Menezes e sua inconstante Seleção Brasileira. A vitória aconteceu. Simples como o verbo.. Aconteceu. Não porque a equipe mereceu que acontecesse, mas simplesmente porque o destino quis que a bola chutada por Huck na entrada da pequena área, nos últimos minutos que restavam para fechar 90 minutos, desviasse na canela desavisada do jogador bósnio para dentro do gol. 2 a 1. E nada a celebrar.

Mano Menezes: criticado e cada vez mais a perigo (foto: Cezar Loureiro – O Globo)

Longe de desmerecer a seleção da Bósnia-Herzegovina que, tirando o fato de ser praticamente uma estreante no futebol mundial, mostrou pelo menos em campo vontade e competência para marcar bem a ofensiva quase ineficaz brasileira e sufocar em vários momentos a defesa. Até porque nomes como Dzeko, Ibisevic e o capitão Spahic figuram em times como Manchester City, Stuttgart e Sevilla, respectivamente. Pouca coisa não são.

Fato é que a seleção montada por Mano, praticamente diferente a cada jogo, mostra a dificuldade do treinador em definir uma equipe minimamente entrosada, e dos próprios jogadores que não conseguem render como em seus times de atuação. Fala-se em escalação defasada, em nomes erroneamente superstimados, fala-se também que o Mano de tanto testar se perdeu.

O que eu vi do jogo foram impressões bem pontuais e amargas, eu sei, rsss. Muitos entendidos da área discursaram que apesar de tudo, temos uma defesa pronta, praticamente irretocável. Bom, eu vi uma defesa cometendo erros primários e subestimando o adversário. A começar por Júlio César, que já mostrou que a renovação deve começar pelo goleiro. No meio, como todos, vi um Ronaldinho desinteressado, a escalação de um Fernandinho que ninguém entende o porquê e um Hernanes sem criatividade. Neymar e Damião pouco foram acionados e quando eram, pecavam pelo excesso de preciosismo. Não consigo ver o mesmo Daniel Alves do Barcelona na Seleção. Choraram pela parceria de Ganso com Neymar, coisa que pelo visto só funciona no Santos. Marcelo era o único sopro de bom futebol que exalava do time, responsável pelo gol e por todas as outras jogadas interessantes, que não eram muitas, mas que só aconteciam pelo lado esquerdo. Mesmo assim, foi preterido na eleição de melhor do jogo, pelo sempre lembrado (mesmo que não jogue nada) Neymar, que como disse Galvão milhares de vezes, é a ‘estrela maior da Seleção’.

O único que merece destaque: lateral-esquerdo Marcelo (foto: Reuters)

Aliás, falando em Galvão e cia, por diversas vezes o narrador juntamente de seus colegas de transmissão repetiram a ‘sugestão’ de trazer de volta à equipe os veteranos Robinho (novidade, Galvão querer Robinho) e Kaká, justamente por estarem em boa fase em seus times europeus. Robinho que nunca me convenceu na Seleção e nas palavras deles, finalmente está aprendendo a jogar na Europa (depois de quanto tempo?!) e Kaká, que depois de muitas lesões e pouco futebol, parece esboçar uma volta aos bons tempos. A exemplo de Ronaldinho, sinceramente não vejo o que ambos possam acrescentar, quem dirá modificar na atual conjuntura da Seleção.

Seleção que se prepara para tentar se superar nas Olimpíadas deste ano e derrubar esse tabu enigmático de nunca conseguir ter sucesso na competição, tendo um grupo que essencialmente precisa ser jovem. Não só pelo limite de idade imposto, mas evidentemente porque tá mais do que na hora que essa renovação seja uma realidade, afinal de contas, até quando vamos ter que precisar dos mesmos jogadores para resolver o que nunca conseguiram resolver até então?

Chega de mesmice e de se contentar em ganhar amistosos, alguns deles vexatórios. Futebol brasileiro precisa se reiventar. Esse discurso de que o futebol brasileiro é o melhor do mundo porque é pentacampeão, porque temos o melhor jogador de todos os tempos, que aliás tem mais de 70 anos, de ter saudades da Seleção do futebol arte de 1982 (que ganhou nada que valha), afff, já deu o que tinha que dar, né.

É esse estigma que vem estragando o nosso futebol. Deixamos de ser os melhores faz muiiiito tempo. Tá na hora de correr atrás do prejuízo, e principalmente, correr atrás da bola e mais que vencer, convencer de que bom futebol se faz em campo, de preferência com títulos.

BRASIL (2): Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Sandro (Elias) e Fernandinho; Hernanes (Hulk), Ronaldinho (Paulo Henrique Ganso) e Neymar (Jonas); Leandro Damião (Lucas) Treinador: Mano Menezes

BÓSNIA-HERZEGOVINA (1): Begovic; Papac, Spahic, Pandza e Rahimic; Jahic, Medunjanin (Zahirovic), Misimovic (Ibricic) e Pjanic (Darko Maletic); Ibisevic (Salihovic) e Dzeko Treinador: Safet Susic

Fonte: Terra Esportes


Mais feijão pra gurizada…

26/01/2012

O negócio tá fraco pro lado dos meninos da equipe sub-23 do Inter, que substituiram os titulares e reservas colorados no jogo contra o Cerâmica, válido pela 3ª rodada do Gauchão. A derrota de 2 a 1 para o time de Gravataí só provou isso.

Os meninos liderados pelo meia Sasha, que já foi escalado para integrar o time titular no Mundial de 2010, tiveram a chance de mostrar seu futebol contra o pouco tradicional adversário, mas falharam na missão que tinha tudo pra ser simples, dentro de um Beira-Rio que tinha pouco mais de 1000 torcedores.

Jogadores comemoram gol que ajudou na vitória sobre o Inter no Beira-Rio (foto: Wesley Santos/Futura Press)

Não menosprezando o futebol do Cerâmica Atlético Clube, time de 61 anos de história e que já participou da Copa do Brasil. Mas vamos combinar que o mínimo que a gurizada (que nem é tão novinha assim) tinha que fazer era apresentar um bom futebol, competitivo e disputado.

Pois o que vimos foi um time pouco criativo, com muitas falhas técnicas individuais e que juntos não formam um time. Se o time do Cerâmica chegou ao ataque mais do que cinco vezes no jogo todo foi muito, e mesmo assim conseguiram ser mais efetivos, marcando dois gols.

Aliás, dos três gols da partida, dois foram em cobranças de falta. Diga-se de passagem belas cobranças de Rogerinho pelos visitantes, e Lima pelos donos da casa. O outro gol, que foi o primeiro da partida, foi marcado por Cidinho, sendo que a vitória foi garantida na etapa inicial. Afinal, pra que tantos “inhos” nesse time do Cerâmica, hein? rsss

Anyway, do time que Dorival viu das cadeiras, provavelmente decepcionado, poucas coisas pôde-se tirar proveito. No segundo tempo, etapa da reação tardia do colorado, vimos um Lima bom batedor de faltas e um Thiago Santos levemente inspirado, participando das melhores jogadas ofensivas da partida, que foram poucas. Sasha por sua vez mostrou porque nem mais é lembrado.

O que se espera para os próximos jogos do Inter, que enfrentará o Veranópolis com os reservas do grupo principal, é que não se repitam os mesmos erros cometidos no ano passado, quando o então dirigente Roberto Siegmann drasticamente decidiu acabar com o fracassado Inter B. No meio dessa mina de jovens talentos, ainda falta muito para se achar novos diamantes brutos. Há muuuuito que se lapidar.

E dá-lhe feijão na gurizada!

INTER (1) –  Agenor; Cláudio Winck (Giovani), Jackson, Romário e Lima; Guilherme Noé (Rodrigo Dourado), Márcio, Fred, Bruno Smith (Augusto) e Sasha; Thiago

CERÂMICA (2) – Cesar Luz; Djair, Marcão e Fábio (Baggio); Pedro (Zeferino), Robson, Nunes, Rogerinho (Maurinho) e Dinei; Cidinho e Léo Mineiro.

GOLS: Cidinho (C), aos 16min, e Rogerinho (C), aos 32 minutos do primeiro tempo. Lima (I), aos 16 minutos da etapa final.

Fonte: clicRBS e Terra Esportes


Agora complicou…

28/11/2011

O Inter tanto fez (ou melhor, deixou de fazer) pra complicar sua vida no Brasileirão que no fim das contas, conseguiu. A derrota por 1 a 0 para o Flamengo no Rio afastou o colorado do G-5 e levou o time para o ultimato no Gre-Nal. Tudo o que não precisava.

Definitivamente é frustrante demais perder quando se joga melhor do que o adversário. Não tem coisa pior. É preferível perder bem perdido mesmo. Ser derrotado, sabendo que a vitória era uma questão de detalhe, só prova que o Inter é o principal algoz dele mesmo.

Ronaldinho Gaúcho marcou depois de dois meses de jejum (Foto: André Portugal / Vipcomm)

Fora que uma situação como essa, que não é novidade no time de Dorival, pode camuflar alguns problemas, deixando no ar a recorrente pergunta: mas por que perdeu? Porque não soube fazer os gols necessários ou porque o time não é tão bom quanto se pensa que é?

Provavelmente ambas as coisas. O Inter desperdiçou gols inacreditáveis, como o chute à queima roupa de L. Damião, esplendidamente defendido por Felipe. Mas também não podemos deixar de analisar a campanha média do Inter, que mal conseguiu ficar mais de uma rodada como candidato a uma das cinco vagas de classificação para a Libertadores.

O colorado realmente foi superior no campo adversário. Teve mais posse de bola, ditou o ritmo do jogo e arriscou mais ao gol. Oscar e Tinga voltaram a ter ótimos desempenhos. D’Alessandro teve participações importantes em algumas jogadas ofensivas. L. Damião parece ter voltado à forma, pois incomodou e muito a defesa flamenguista. Mas do que adiantou?

O Inter não perdeu só porque o Moledo estava em uma tarde infeliz, ou porque o Ronaldinho teve sorte, apesar de ter sido um dos destaques do rubro-negro depois do Felipe. Talvez o fato do colorado sempre ter a ajuda da tabela, que não veio dessa vez, tenha deixado todo mundo mal acostumado. Aliás, quem contava com a astúcia do Coritiba, por exemplo?!

Jogar bem só não basta. Às vezes nem vencer basta. Em muitos casos uma coisa independe da outra. Num campeonato equilibrado como esse, a vitória acontece quando o time  sabe escolher bem as armas que tem para o duelo, coisa que parece não ser o forte da equipe gaúcha.

Bom, agora tudo ficou para a última rodada. Tudo ficou para o derradeiro clássico no Beira-Rio. Além de um Grêmio louco para fazer um estrago, o Inter vai ter como adversários difíceis o tempo, a tabela e, PRINCIPALMENTE, ele mesmo.

Alguns dizem que o colorado não merece a vaga para a Libertadores. Bom, eu digo que neste Brasileirão como um todo, o merecimento já jogou a toalha faz tempo. Então, que vença quem souber ganhar e era isso.

FLAMENGO 1 x 0 INTERNACIONAL

Gols

FLAMENGO:
Ronaldinho, aos 46min do 1º tempo

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Rodrigo Alvim; Willians, Renato Abreu, Fierro (Rafael Galhardo), Thiago Neves (David Braz) e Thomás (Negueba); Ronaldinho Treinador: Vanderlei Luxemburgo

INTERNACIONAL: Muriel; Nei (Jô), Bolívar, Rodrigo Moledo e Kleber (Fabrício); Tinga, Guiñazu, D’Alessandro e Oscar; Gilberto (Andrezinho) e Leandro Damião Treinador: Dorival Júnior

Fonte: Terra Esportes


Novela Kléber: isso tem que ter fim

14/11/2011

Quem procura acha… Ou no caso do Grêmio, não acha. Em mais um capítulo da nova novela estilo pastelão protagonizada pelo tricolor neste ano, patrocinada pela imprensa gaúcha que dá corda pro Odone se enforcar, o ex-palmeirense Kléber O Gladiador volta a ditar as regras. Se é assim sem assinar o contrato, imagina vestindo a camiseta.

Bom, eu sempre fui defensora do investimento gremista no atacante, que apesar do temperamento, no quesito futebol faz o seu papel. Mas pra tudo há um limite. Limite de preço, limite de paciência e principalmente, UM PRAZO COM LIMITE.

Gladiador pede mais tempo (Foto: Petra Mafalda/Futura Press)

Conforme divulgado pela imprensa e pelo próprio Odone em coletiva, o empresário do jogador ligou no sábado à noite para o presidente pedindo mais um tempo, dessa vez de TRÊS DIAS para que o atleta dê por fim sua resposta final para a proposta do clube.

Giuseppe Dioguardi deu a já manjada justificativa de que Kléber precisa pensar em questões particulares. Mas os dirigentes gremistas seguem confiantes no “sim” do atacante, apesar de que a obviedade indica que ele não quer vir para Porto Alegre pois está no aguardo de uma proposta “melhor”.

O “melhor” todo mundo sabe que é uma questão bastante subjetiva para cada um, já que em termos de salário duvido que outro time tenha oferecido algo superior ao que o Grêmio tem usado como arma principal para a contratação.

Muitos alardeiam por aí que o Kléber é corinthiano e tá só esperando pela definição paulista, algo bem possível de se confirmar. Outros dizem que ele não quer se mudar de São Paulo por causa da família que mora lá, mesmo que também seja ÓBVIO dizer que essa é uma desculpa que não existe pra jogador de futebol.

Não está em discussão o direito dele a ter escolhas e preferências. O que se questiona é o fato do Grêmio se sujeitar às condições e prazos de jogadores e empresários, e alimentar a especulação da mídia.

Bom, a verdade é que se eu já perdi a paciência com essa história, imagino os torcedores. Não só pelas constantes decepções sofridas pelas contratações não concretizadas. Mas pelo circo que vem se formando em volta disso, algo que só serve pra valorizar a figura do Kléber e fazer o Grêmio virar motivo de deboche por aí.

Para o final dessa novela, adoto a seguinte filosofia: se não quer, tem quem queira. O clube é muito maior que seus jogadores. Punto e basta.

Fonte: clicEsportes


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