Crônica do irmão mais velho – o amor vem com o tempo

18/09/2015

Meu bom irmão, o mais velho vindo do ventre materno que chamamos de lar. Você ficou mais velho essa semana e eu, como um bom caçula, esqueci de te parabenizar no dia certo. Talvez considere isso como birra minha ou talvez ciúmes. Encare como quiser.

irmãos

O fato é que estou aqui para homenageá-lo, por mais que as brigas constantes fazem parte da nossa rotina. Ô se faz.

Escrevo-te de azul, sua cor favorita. Me reverencio pela quantidade de anos que está completando, afinal a minha juventude você não tem mais – hehe – porém eu gosto dessa sua experiência. É bom. Esse clima de rivalidade entre nós de quem faz melhor me diverte e muito.

Vou ser sincero, as vezes quero que você morra. E desculpe por publicar essas palavras tão… tão… macabras. Mas sei que o sentimento é recíproco. Lembra da primeira tunda que você me deu? Eu era apenas uma criança e você não teve dó nem piedade. A vingança veio tarde, mas chegou. Tive que criar uns músculos na perna para poder bater em você com a mesma força. Perdoe-me o trocadilho, mas precisei de uma CACHAÇA para chutar a sua canela 5 vezes.

Foi estranho quando você saiu de perto de mim. Éramos tão próximos. Vizinhos com tantas facilidades na hora das visitas (nem sempre de bom grato) e agora você se foi para longe. Preciso pegar um ônibus e um trem. Sua petulância de comprar uma casa nova e se exibir tão cheio de ar nesse peito me fez crescer também. Obrigado. Como sabemos, a minha casa reformada você já conheceu. Temos sorte, possuímos uma bela moradia. Acho que viramos gente grande e nem conseguimos dar conta de tanta responsabilidade que veio junto com as rotações da terra.

Quando você debutou no Japão senti muita inveja. Confesso. E quando você ganhou duas vezes aquele objeto dourado no qual tinha uma plaquinha com o seu nome. Fiz como meta crescer igualmente ou até maior que você. Queria ser um GIGANTE. E para a minha alegria, hoje esse é o meu apelido. Você, como um bom irmão mais velho, me deu aquele empurrãozinho. Via tantos grandes a minha volta, via tantas conquistas de bom tom. Também teria que deixar a minha assinatura.

Você se considera IMORTAL. Você sabe que as vezes eu faço piadas com essa sua nomenclatura. Não posso deixar a BOLA QUICANDO sem poder chutar um pouquinho. Me desculpe. Mas também já ouvi muitas flautas vindo do seu lado.

E quanto aquela imortalidade, te digo de coração: viva muitos anos. Viva o dobro, viva sempre. Impossível ficar sozinha nesse estado sem a tua presença. Impossível ser gigante sem duelar com imortais. Impossível sermos os melhores sem nos unirmos em datas especiais.

Eu sou de abril. Você virginiano de setembro. Então, pelo menos, quando o ano chegar no seu 9º mês eu virei aqui e te dar o meu abraço de parabéns. Mas só dessa vez. Pois nossas intrigas e discussões que fazem milhares de pessoas nos amarem.

Feliz aniversário.

inter e gremio


Chega de saudades

06/04/2014

Para escrever a crônica de hoje, me baseei em apenas um poeta para conseguir repassar tudo o que eu queria e concluir com perfeição tudo o que eu vi ontem. Não apenas por ser uma amante do bom futebol ou ter escolhido o jornalismo esportivo como profissão. Hoje, a postura do linguajar jornalístico deixarei de lado. Apenas vamos falar de amor. E para me ajudar nesse texto eu “convidei” o dono da letra mais propícia para esse momento: Lulu Santos – Casa.

Fazia muito tempo que aquele caminho não era percorrido. Fazia muito tempo também que eu só me sentia um convidado, um estranho. Estranho não no sentido ridículo ou feio. Estranho no sentido de que você não era dali. Mas tudo isso mudou, foi vertigem, foi realização. Foram 487 dias  distante do meu casarão. Mas no dia 5 de abril de 2014 eu fechei meus olhos e deixei o corpo ir. Afinal, como toda o vício, aquilo já estava fazendo falta no corpo na mente. Era um líquido que não passava mais nas minhas veias. Era uma vivência que eu precisava sentir novamente. Era saudade.

Ao me deparar com a casa pronta, tinta fresca, cheiro de novo fiquei com as mãos geladas. Encontrei os outros moradores lá também. Chorando. Beijando as plataformas que fixavam as membranas. Um mar vermelho. Era como a música que minha saudosa mãe escutava na sala de estar ao esperar os convidados, só que a melodia que embalava esse retorno agora era outra. Devagar e com ansiedade fomos adentrando no pátio do nosso lar. Ao pisar no primeiro degrau daquela escada e assim terminar de subir até o fim do caminho, levantei minha cabeça e me deparei com o céu. Era alto, era colorido, era grande, era Inter.

photo2

“Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez…”

photo3As cortinas iriam subir quando terminasse a contagem regressiva. E quando finalmente a massa soou o número 1, as luzes foram acesas, o abraço veio caloroso. Me senti apertada com aquele calor que mexeu com todas as pessoas que estavam ali. A respiração ofegante de todos era o choro preso de quem sentia muita falta. Choro preso? Choro solto. Aquela água era a resposta positiva de que valeu a pena esperar. Ali perto de nós estavam milhares de pessoas deixando aquele retorno ainda mais especial, proporcionando dança e arte para todo mundo. Mas rever os velhos patriarcas na nossa frente contando histórias como se fosse um almoço de família e logo depois chegando para nos dar boas vindas. Não teve preço.

As vezes é tormenta pois tanta emoção assim não chega a caber dentro do peito e é necessário ter o bom amigo do lado para segurar a sua mão e mostrar que, realmente, aquilo tudo é verdadeiro. Eram 50 mil pessoas exalando emoção e mais não sei quantos amores dentro de uma pista lhe fazendo esquecer os problemas. Apenas se sentir em casa. Pois vamos combinar, não tem nada melhor do que a nossa poltrona, as cores que a gente escolheu, os vizinhos que queremos próximos. E claro, na vitrola tocava canções selecionadas por campeões da voz que souberam trilhar e escolher a melodia correta para cada momento. Seja dos badalados anos 70 com Blitz até a tecnologia dos arranjos musicais vindo de Fatboy Slim. “Bem vindos de volta” era apenas esse sentimento que regia.

Eu fui também e me senti em casa sim. Nós na condição de jornalistas também vivenciamos cada momento e cada angústia de todo e qualquer pessoa presente no local. E aquela também é a nossa casa. A cada domingo é lá que estamos e se sentir bem também é fundamental para nós. Estarei em cada lugar que um torcedor estiver e acredito que o poder da cor é necessário para nos sentirmos parte daquele lugar. Eu ontem vesti vermelho e também estou voltando pra casa de vez.

Quem vos escreve

Quem vos escreve


Um presente caloroso

29/08/2012

Ano de despedida é sempre de muita emoção. Toda vez que vamos nos mudar, deixamos um quê da gente dentro do lugar que abandonamos. Neste caso, não é bem um abandono e sim um “muito obrigado por tudo”.

O que eu quero dizer com isso? Que dia 15 de setembro o Estádio Olímpico receberá o maior presente que poderia ganhar em seus anos de vida. No aniversário de 109 anos do Grêmio, o torcedor planejou um abraço coletivo circulando todas as avenidas que abrigam o Monumental.

A concentração inicia às 9h30m e o “Abraço” ocorre a partir das 11h. Para participar, basta que os torcedores estejam usando uma camisa de jogo do Grêmio ou a camisa alusiva ao evento, que em será comercializada pela Grêmio Mania do Olímpico e na loja virtual, na internet.


4 aninhos!

25/08/2012

Fala, galera!

Hoje o Salto Alto FC comemora mais um aniversário!

Muito obrigada à todas as meninas que fizeram parte dessa história!

Foram muitas aventuras, conquistas, brigas e alegrias!

Obrigada também aos leitores e amigos que ajudam, diariamente, a fazer com que o SAFC cresça cada vez mais!

Rumo aos 5… 6… 10 anos, com bom humor e muito futebol!

Vamo que vamo!!!

Beijo,

Queki

 

 

 


Parabéns a um campeão!

04/04/2012

No dia 4 de abril de 1909, exatos 103 anos atrás, nascia um clube de futebol. Um clube de muitos Campeonatos Gaúchos, um clube de três Campeonatos Brasileiros, com o de 1979 de forma invicta, campeão da Copa do Brasil, campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes, da Sul-Americana e da Recopa. Surgia, há 103 anos, um multicampeão. Foi o clube de Benitez, Bodinho, Carpegiani, Escurinho, Figeroa, Falcão, Gamarra, Larry, Valdomiro e muitos outros craques.

Também foi o clube que, surgindo alguns anos depois do Grêmio, pôde e continua podendo nos proporcionar as belezas da rivalidade Gre-Nal. O Gre-Nal é uma das maiores paixões do povo gaúcho. Um domingo de Gre-Nal é diferente, com clima de corneta, rivalidade e, claro, nervosismo. Nada mais motiva, nada mais mexe com as questões mais profundas da alma do Rio Grande do Sul que o encontro dos dois maiores clubes do estado. Carlitos, um dos ídolos colorados, marcou 42 gols em 62 clássicos disputados. Foi o maior goleador em grenais.

O Salto Alto FC homenageia e parabeniza o Sport Club Internacional por seus 103 anos de muitas glórias, de muitas lutas dentro de campo, de uma torcida muito apaixonada. Desejamos muitos anos de vida, muita garra e muitas conquistas para o Clube do Povo. Que o torcedor colorado possa sempre se orgulhar de vestir a camisa vermelha e caminhar ao Beira-Rio, para assistir a grandes jogos, e a um time que não desiste nunca. E que continuemos a assistir a linda rivalidade Gre-Nal.

Hoje, colorados, neste dia tão especial, é dia de estar presente no Beira-Rio. Como mostra a história do Inter, será uma peleia dentro do gramado do Gigante. Mas, com certeza, com a torcida empurrando, o colorado vai mostrar por que foi fundado 103 anos atrás. E vai incomodar o Peixe.

Primeiro símbolo do Internacional


37 primaverinhas

14/02/2012

É sempre um motivo de muita alegria comemorarmos o aniversário de colegas queridos. Ebo cidadão que está completando seus anos hoje, não é só um colega. Mas é um baita colaborador dos nossos posts quando o assunto é o seu time. Hoje, o zagueiro Índio completa 37 anos.

Não só por toda a sua garra, mas o jogador já está marcado na história do Inter. Maior zagueiro artilheiro. Já virou referência de gols em clássico Gre-Nais. É marcado por sua incansável correria. Enfim, é um atleta bombril.

Ao Índio, o Salto Alto manda um Feliz Aniversário!


108 anos de muita história

15/09/2011

Para viver uma vida longa, temos que enfrentar percalços, ultrapassar barreiras, ousar, batalhar e nos cuidar.

Um clube de futebol é mais ou menos assim. Há 108 anos, um grupo de jovens, comandados por Cândido Dias, se reunia no centro de Porto Alegre para fundar um clube de futebol. Eles ousaram, batalharam pelo seu sonho de ter um clube de futebol.

Foto: Assessoria Grêmio

Ao longo da vida, o time foi crescendo e, quando ainda era um projeto, viu o nascimento de seu maior rival, em 1909.

Durante esses 108 anos, passou por muitas coisas. A profissionalização de seus atletas, a criação da sua casa, que até hoje é a mesma e mudará em 2013. No dia 19 de setembro de 1954, o jogo inaugural do Estádio Olímpico foi realizado.

 As competições oficiais que extrapolavam as fronteiras regionais começaram a ganhar maior importância nesta época. Em 1962, o Grêmio foi Campeão Sul-Brasileiro invicto, seu primeiro grande título.

Entre alguns títulos regionais, nacionais, como o Campeonato Brasileiro de 1981 e a Copa do Brasil em 1989, o tricolor chegou ao auge de sua “carreira” quando foi campeão da Libertadores da América e do Mundial Interclubes em 1983.

Os percalços foram muitos, como duas quedas para a segunda divisão, em uma delas com um jogo dramático no Estádio dos Aflitos, em 2005.

Foto: Assessoria Grêmio

O que acontece é que o Tricolor de Porto Alegre, com seus torcedores que entoam a “alma azul celeste” celebra, neste 15 de setembro, 108 anos de história. Com títulos, erros, problemas, batalhas, percalços, ídolos, mas sempre buscando ser o Imortal Tricolor, sempre buscando honrar o sentimento de sua fiel e apaixonada torcida.

Parabéns, Grêmio! Que mais 108 anos venham com muitas conquistas!


%d blogueiros gostam disto: