Porto Alegre não falar sua língua

21/05/2014

É engraçado ter que lembrar isso, mas no mundo real, as coisas não funcionam como nas novelas, que quando se viaja para fora do país, todo mundo sabe falar português. O Brasil pode até se iludir achando que suas cidades estão preparadas para receber uma Copa do Mundo mostrando Estádios perfeitos e tapando as obras inacabadas. Mas a falta de comunicação e a despreparação dos estabelecimentos perante ao turista estrangeiro não terão como serem colocadas de baixo do tapete. E o que pude ver em Porto Alegre é que os gringos que chegarem aqui sairão com um belo curso de mímica na bagagem.

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Ninguém é obrigado a ser expert em outras línguas e também você não precisa aprender o que não gosta. Mas em certas ocasiões, falar inglês (ou espanhol, italiano…) é obrigação, se é que você quer se manter no mercado de trabalho sem passar vergonha. Decidi, por minha conta mesmo, fazer um teste em uma boêmia rua de Porto Alegre, conhecida por ter festas bacanas e bares lotados. Com certeza um lugar que atrairá diversos turistas cheios do dinheiro com muita vontade de gastar nesses lugares. Me “fantasiei” como estrangeira mesmo, uma pessoa normal que está na cidade para curtir a Copa do Mundo e também aproveitar a noite em uma das cidades sedes do evento futebolístico.

Cheguei, me sentei Prontamente, de trás do balcão veio um simpático rapaz com um sorriso no rosto e um cardápio na mão.

Ele: Olá, gostaria de uma cerveja agora?

Eu: Sorry?

Ele: Moça, você precisa de ajuda?

Eu: I don’t speak Portuguese. Do you speak English?

Neste momento me senti um ET, pois a cara de espanto do rapaz foi algo fora do comum. Os olhos deles ficaram tão grandes quanto a sua boca aberta, que gaguejava palavras soltas. Sua mímicas, completamente exageradas me deixaram com uma certa vergonha, pois todos passaram a observar aquele show a parte.

Ele: STOP! (dito em voz alta, parecia que eu era surda). Já volto! (ele encenava como se mandasse eu esperar)

Foi engraçado. Impossível não rir. Poucos segundos depois voltou uma senhora, acredito que a gerente do local.

Ela: Hello! VOCÊ (apontando para mim) GOSTARIA (ainda gritando) DE TOMAR ALGUMA COISA? (fazia gestos com as mãos encenando uma bebida na boca).

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Me fiz de desentendida e apontei para o cardápio. Mostrei a Coca Cola, unica coisa que no mundo tem uma linguagem universal. Também apontei para uma figura que mostrava uma bela porção de iscas de filé com batata frita, mas em nenhum momento estava escrito (em inglês) o que era aquilo. Prontamente meu pedido foi atendido e eu consegui “o que queria”.

Sentei em outro bar para não fazer mal juízo daquela rua, mas o problema seguia o mesmo. Desta vez um gentil rapaz, que falava inglês (amém) sentou-se do meu lado e disse que poderia me ajudar na comunicação. Claro que depois de um tempo falei para ele que na real eu era gaúcha e apenas estava testando o quão preparado (ou despreparado) estava os estabelecimentos. Em apenas um lugar achei o cardápio em inglês. Um lugar! Preocupante? Alarmante!

Faz 7 anos que os brasileiros sabem que o país foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. SETE ANOS (falo com a mesma entonação que o garçom falou comigo). O mínimo de INVESTIMENTO que os bares e restaurantes de Porto Alegre (e do Brasil inteiro) poderiam ter feito é pagar um cursinho de inglês para seus funcionários. Não é dinheiro gasto. É dinheiro ganho. Pois eu garanto que o pessoal de fora irá perder a paciência e procurar um lugar que sejam bem atendidos e COMPREENDIDOS. E aquele lugar, que poderia receber estrangeiros e ganhar dinheiro (por que sejamos sinceros, os gringos vão gastar) irá perder clientes.

Nem preciso dizer que fiquei com medo de fazer o teste com taxistas e ser roubada, estuprada e até morta depois (gente, não estou brincando). O legado que iremos levar dessa Copa será jogado no lixo, pois em vez de aproveitarmos para enriquecer a nossa cultura, teremos que sofrer as consequências de um país despreparado e ainda ouvir que somos ignorantes. To mentindo?

Infelizmente, o famoso “jeitinho brasileiro” desta vez não terá chance e o que teremos como recordação será apenas aquele 1 mês de pão e circo. Bem-vindo ao Brasil.

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Quase na hora

15/05/2014

Era comum nas ruas se ver as bancas lotadas de crianças e adultos comprando pacotes de figurinhas. Mais ao lado, via-se pessoas trocando seus cromos repetidos e preenchendo o seu álbum. A cada lacuna completa, um grito de excitação era soado, semelhante àqueles momentos que seu time do coração marca um gol. Agora, a realidade é outra.

Pessoas correndo, gente eufórica, mantas coloridas no pescoço, bandeira na sacada. A contagem regressiva já começou e muitas pessoas estão prestes a realizar o seu sonho. Ver seu ídolo apenas em um papel colado num livro de plástico podia se transformar em um momento real com o jogador a poucos metros de você. Neste momento, aquele mesmo público que se aglomerava em bancas, agora procura seu bilhete premiado na web.

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Todo esse imaginário mexe com o coração dos fanáticos pelo futebol. Poder gritar “estou com você” para qualquer que seja o seu jogador favorito é a realização de jovens e adultos. E não seria diferente a imagem fixa que temos de crianças fardadas e pintadas e fotos postadas dos tickets adquiridos com muito orgulho. Não apenas os estádios, mas a internet, que é uma das grandes responsáveis pela venda de ingressos online, vira a sua aliada nesta fase pré, durante e pós Copa. Afinal, ninguém quer perder um só lance, deixar de postar uma só foto ou não contar a ninguém que você conseguiu estar presente num dos momentos mais legais do mundo esportivo.

Torcedores lotam bilheterias, ficam horas na internet na busca de seus passaportes para ficarem, talvez, perto de gritar o nome do atleta favorito. Em menos de um mês para a Copa, é nítido o desespero de quem ainda não conseguiu um bilhete para curtir qualquer jogo. Partidas da Nigéria, estreia da Bósnia… Qualquer coisa já seria uma grande parte para a sua história em Copas do Mundo. As filas crescem, as lágrimas caem. Quem ainda não tem a certeza que irá participar, por vezes, apela pelos cambistas ou cai no buraco dos ingressos falsos, comprometido por tanta ansiedade que prospera no corpo. Hoje em dia, é mais fácil conseguir ingresso dentro de casa, com o Brasil Iguanatickets, por exemplo, do que negociando com vendedor ambulante.

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Independente da forma que você for, da camiseta que pôr e para quem torcer, aquele papel na mão é o seu troféu, torcedor. Vá ao estádio mesmo sem torcida, mesmo sem lugar. Você pode estar prestes a ouvir no velho radinho que o Fred foi o primeiro a inaugurar os placares da Copa no Brasil. E você, brasileiro, estava lá para ver a Seleção Canarinho fazer tudo isso.


A criatividade aflora na Copa do Mundo

13/05/2014

Gostando ou não da Copa do Mundo, você tem que concordar comigo: dá gosto de ver a publicidade nesta época.

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Então resolvi postar algumas propagandas que destaco ser as melhores, em minha humilde opinião.

Nike, Quem ganha fica – Genial. Os publicitários ousaram em fazer de uma pelada de guris um super campeonato recheado de craques. Quando cada garoto pega na bola, ele fala o nome ídolo e se transforma nele.

Visa, Todos são bem vindos – Comercial que mostra a “possível” reciprocidade com todos que chegarem ao Brasil. Para mim, a mais bem bolada.

Quilmes, Con que se van a encontrar – Recomendo a todos que gostam de publicidade a ver os comerciais da Quilmes. Vale a pena. Sim, marca argentina e propaganda também, mas vale muito!

TyC Sports, 2010 – A propaganda é da Copa de 2010, mas não me canso de ver e de admirar o orgulho e garra que os argentinos encaram cada competição. Acho que falta um pouco disso no Brasil.

Eu teria mais diversas propagandas para postar, mas a capacidade de upload do blog o deixaria muito pesado. Mas já fico feliz de dividir esses com todo mundo. O que acham?

 


País do futebol

06/05/2014

Seria um jogo normal, no qual eu mesma iria prestigiar se não fosse o susto que levei. Me redirecionei até o guichê de compra de ingresso. Escolhi uma partida da Libertadores para aproveitar aquele meu momento de brasileira e torcedora. Foi aí que começou o meu pesadelo.

– Um ingresso de arquibancada inferior.

– R$120,00.

– Moça, eu só pedi 1.

– Sim, sim. Este é o valor. Se você for estudante, dá para comprar pela metade do preço.

– Não. Não sou. Sou trabalhadora mesmo.

– É! O ingresso mais em conta é esse, por 120 Reais.

Óbvio que não comprei e sem sombra de dúvida saí dali com vontade de me pronunciar sobre o país que se diz a Pátria de chuteiras. Que chuteiras seriam essas? Da Nike? Que país é esse que cobra um valor absurdo em cima de um ingresso no qual a população que prestigia batalha por um prato de feijão à mesa todos os dias. Não seria estranho perceber que nossos estádios não ficam mais lotados, não são mais coloridos e não se escuta mais vozes cantantes. Afinal, o padrão FIFA proporcionou uma nova população que adentra aos parques esportivos.

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Entender o que está se passando com o futebol brasileiro é complicado quando você apenas quer se sentar numa cadeira e comemorar com o cara do lado o gol do seu time. Compreender a fusão que as grandes indústrias e o marketing estão fazendo com o nosso esporte é complicado para o povo. E quando falo ‘povo’, quero ilustrar aquelas pessoas que ganham um salário mínimo mas se escabelam para comprar um ingresso e ir de ônibus até o jogo.  Famílias que iam com até dois filhos no colo já não estão mais ali. Pessoas de todas as classes também não. O que se vê é um povo selecionado e aquele sócio que engole o valor mensal para conseguir ir nos campeonatos.

Isso tudo se deve a quantos motivos? Aqueles mesmos que fizeram o futebol brasileiro evoluir e parar de fabricar craques e ídolos? Aquele mesmo que fez os dribles bonitos se ofuscarem e apenas escândalos de festas e bebedeiras ficarem em evidências? Aquele mesmo que apagou da memória do próprio jogador a vontade de se mostrar bom de bola e apenas querer brilhar na próxima campanha daquela marca de roupas. É triste, torcedor, mas você terá que se conformar. O normal agora é pagar por pacotes de esporte na TV a cabo. Ou para os mais espertos, puxar o gato do Payperview e conseguir acompanhar os jogos de graça. O que deveria ser de fácil acesso para um país do futebol custa mais do que muita hora mensal trabalhada. Mas ninguém lembra disso na hora de gritar gol.

Talvez você ache que fui radical demais, afinal, se não quer pagar, não reclame e não vá ao Estádio. Mas eu queria perguntar, amigo leitor, você realmente acha que nasceu no país da pelada?


Censurado

23/04/2014

O assunto já está batido, debates já foram feitos, brigas assistimos e mesmo assim nada aconteceu. Não estou dizendo que sou contra mas também não citei aqui que sou a favor. Pelo lado brasileira de ser e pelo lado da minha vida jornalística, não posso deixar de comentar sobre esse vídeo:

Só ele já falou em poesia tudo o que o povo do Brasil está sentindo mas não tem coragem de falar. E eu também não tenho. No peito, eu bato com o punho e digo que quero ver a taça do hexa ser erguida. Mas no fundo, eu faço parte daquela gente que, mesmo com carteirinha de plano na mão, espera 2 ou até 3 horas para a saúde ser atendida. Eu tenho nas veias um sangue de um povo esperançoso que coloca fé em um evento gigantesco sonhando que seu país vai sim melhorar. No entanto, o que a gente está assistindo não é a diversidade de nações que pelo país irão colorir e encher a pátria de cultura e sim uma nação ser enrolada com mentiras e promessas.

Em Porto Alegre temos um Estádio sede, um projeto bonito, um povo contente. Do outro lado, vemos problemas com a mobilidade urbana surtar a população. Passar 15 dias sem ônibus, passar 15 dias sem ter como trabalhar. Passar 15 dias sem ter o direito de ir e vir.

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. Pólo esportivo e ponto de encontro de turistas fascinados por sua beleza. Mas ainda somos obrigados a ler notícias de que em um hospital universitário desta mesma cidade foi encontrado corpos de 40 bebês amontoados no necrotério.

São Paulo, maior cidade da América Latina. Como poderia ficar de fora da Copa do Mundo? Fácil, construa-se um estádio de 600 milhões que mesmo assim não livrou 3 pessoas do óbito.

Copa pra quem

País do futebol, 12 cidades sedes. Porém ainda não conseguimos lotar estádios, os ingressos custam mais de 100 reais. Faço uma pergunta para os chefes de Estado do Amazonas e Cuiabá, o que será feito com seus Estádios? Será que os 500 milhões gastos por cada local não teria um destino melhor? Não tem gente morrendo de fome na Amazônia né? Também não tem problema de saúde e gente passando mal com o calor no pantanal?

Casas empilhadas, desemprego crescendo 12%, 3 pessoas mortas por dia por causa da violência, cidades tomadas por fumaças, analfabetos, desigualdade social, racismo, homofobia… E mesmo assim a gente grita gol.

Sim, torcedor. Eu ainda estou contigo. Faço parte daquele núcleo que não sabe como pagar a conta do dia seguinte, mas parcela no cartão o ingresso do jogo. Sim, torcedor, eu te entendo. Sei que a vontade de mostrar o amor pela pátria mãe gentil é mais forte do que procurar um emprego e conseguir colocar comida em casa. Sim, torcedor, eu quero. Eu quero comprar aquela camiseta amarela e abraçar o cara do lado quando finalmente o espetáculo começar. Sim, torcedor, eu sei. Eu sou brasileira.


Estamos em silêncio

20/04/2014

Hoje a nossa voz emudece e apenas a de uma pessoa será ouvida. Aos jornalistas de hoje, aos de amanhã. Aos velhos e novos. Aos que ainda estão na faculdade e aos que já se aposentaram. Independente de qual for a sua caminhada jornalística, você já ouviu falar de Luciano do Valle.

Luciano do Valle Queirós nos deixou ontem (19 de Abril de 2014) ainda jovem, com apenas 66 anos. Falar aqui sobre o seu vasta currículo seria algo difícil para mim. Precisaria de outras mãos que me ajudassem a detalhar a sua trajetória, seria necessário vozes que narrem sua história, pediria lembranças que nos mostrem todos os ensinamentos que ele nos passou. Então vou ser diferente e vou dizer o que ele representa para mim, colega de profissão e também amante do esporte brasileiro.

Em minhas palavras, Luciano é futebol, vôlei e basquete. É Copa do Mundo, Olimpíadas e Pan Americano. É jornal, rádio e televisão. Mãos, vozes e visão. Pintou em cada novo profissional das redações um quê de “do Valle”, um quê de ousadia e originalidade. Ousado por fazer uma emissora passar 10 horas de notícias esportivas e original por dar à Geração de Prata o renome que é até hoje. Deixou ginásios mais lotados, partidas mais comentadas, estádios mais ligados e transmissões mais ricas. Foi o número 1, empresário e promotor. É referência? Sim! É, foi e será. Luciano, assim como outros grandes nomes em suas carreiras, também não morreu. Tudo que ele nos deixou ainda está aí. Páginas e páginas de lições que ele comentou e que, eu mesma, poderia transformar em livro para que mais jornalistas possam também aprender com esse mestre. Um mestre.

Citando Oscar Wilde “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.” Luciano do Valle foi um cara que uniu os prós dos contras, não precisou do oposto para conseguir ser o melhor. Ele fez o simples e deu. E aí está o sentido do nosso sucesso no trabalho. Batalhamos para sermos bons e queremos fazer com que todos nos elogiem. Luciano de uma certa forma nos impôs isso pois para sermos como ele, temos um caminho longo pela frente e é bom a gente amarrar os sapatos e ir à luta.

Eu não participei do auge da carreira de Luciano do Valle. A minha geração do jornalismo ainda é crua e está sendo construída aos poucos, com o início dos anos 90. Mas agradeço a ele pelo legado que me deixou e pelas obras que poderei ouvir, ler e assistir para colocar mais um tijolo no meu caminho do jornalismo. A ti, Luciano, aonde quer que você esteja o meu muito obrigada e que você descanse em paz.

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O vício

12/04/2014

A Copa do Mundo está chegando e é impossível não remeter esse acontecimento com um vício antigo: o de colecionar figurinhas. Sempre que penso no ato de completar um álbum da Copa, me vem na hora a música do Gabriel Pensador, Cachimbo da Paz. Principalmente na momento que é cantado o refrão “acende, fuma, prende, passa” pois o que fazemos é “compra, cola, contata e repassa” afinal o nosso ciclo vicioso é manter as figurinhas sempre em movimento. Já tem? Passa!

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Não por acaso está que vos fala hoje também é uma das pessoas que entrou nessa cadeia de compra e troca de figurinhas e não sabe como largar. Qualquer centavo que sobrou no bolso é motivo para ir até a banca e trocar por um pacote. Mas aí que está o problema. Cada pacotinho com 5 figuras está custando 1 Real. Meu mísero real suado, mas que é muito bem investido a cada rosto novo que surge ao abrir e grudar no meu livro de recordações.

Copa 2Minha frustração é ver que meus amigos de redes sociais, que também estão colecionando, conseguem tirar figurinhas fod** no mesmo pacote. Sério, isso é impossível para mim. Eu tive que comprar 50 pacotinhos (o que me levou uma onça da carteira) para conseguir tirar o Messi. Daí vem um cara no mesmo dia e posta que teve a honra de gastar apenas 1 real e ter nas mãos Xavi, Cristiano Ronaldo e o mesmo Leonel (o que eu tive que surtar para conseguir). Ôôô mundo injusto esse das figurinhas. Nada contra os jogadores da Bósnia ou do Sr Joel Campbell (jogador da Costa do Marfim) que já saiu 3 vezes nas minhas compras. Também não me importo de não conseguir tirar um Júlio César da vida ou o Neymar. Ok que eu só tenho apenas um jogador da Seleção Brasileira e que eu nem sei direito se ele será convocado (Ramires).

O bacana mesmo é ver que todos querem unir-se nesse mesmo joguinho. E dessa vez não tem nada a ver com aplicativos do iOS ou algo que envolva Facebook. Essa mania é feita dentro do ônibus, na frente das bancas, em pequenas reuniões de pessoas com bolos de figurinhas. Seja para guardar como uma lembrança da Copa que foi no Brasil, para continuar a fazer a mesma coisa que sue pai fazia quando tinha jogos de futebol ou ara memorizar com mais facilidade os nomes de tantas e tantas seleções que irão ser espalhadas por 12 cidades que o nosso país abriga. Por isso ou por aquilo, faça a sua coleção.

Ah, quem aí troca comigo? 😉


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