Raça – O grande segredo

21/07/2011

Uruguai virou a seleção favorita da Copa América;

O Paraguai chegou a final da mesma competição;

As japonesas venceram o Mundial Feminino frente às todas poderosas americanas;

O Peñarol foi vice-campeão da Libertadores;

A Espanha foi campeã do Mundo e a Holanda vice…

(Foto – Getty Images)

O que todos esses times tem em comum? Algo que na dupla Gre-Nal e na Seleção Brasileira a MUITO não vemos: RAÇA!

Me perdoem os amantes do futebol arte, mas eu sou fã de carteirinha do futebol suado, brigado, objetivo, cheio de garra e sem firulas. O Santos de Neymar e Ganso pode ter conquistado a Libertadores jogando bonito, mas a equipe era uma mescla de talento e garra. Não apenas arte.

Alan Smith - Símbolo do Futebol Raçudo!

É estranho que na medida em que o futebol vai ficando cada vez mais comercial e político, times que se doam de corpo e alma conseguem grandes resultados no futebol. E mais, a maioria deles vindo de um jejum considerável de títulos.

O Uruguai não ganha nada desde a Copa América de 95. O Paraguai sempre incomodou, mas nunca chegou muito longe, a Seleção Japonesa feminina então, nem se fala.. o Peñarol não ganha Libertadores desde 87, e a dupla Espanha e Holanda são as eternas “jogaram como nunca, perderam como sempre.”

Só que isso mudou. Os times aguerridos vem se destacando de tal maneira, que já estão dominando todos os principais títulos de futebol.

A minha explicação para isso é que dinheiro algum no mundo compra o sentimento de um jogador que veste a camiseta com paixão. A Seleção Brasileira pode ser uma potencia respeitada, mas enquanto não recorrer a garra de Dunga em 94 e a vontade de marcar gols de Ronaldo em 2002, não chegará a lugar algum novamente. E isso serve para Grêmio e Inter também.

Ronaldo desbancando Oliver Kahn.

Vamos deixar a políticagem e o dinheiro um pouco de lado quando entramos em campo e vamos honrar o manto que vestimos? Este parece ser o caminho mais curto para times que almejam grandes conquistas.

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A primeira vez não se esquece!

17/07/2011

Com uma vitória HEROICA em 2 a 2, a equipe do Japão se consagrou CAMPEÃ DO MUNDO. Foi um jogo de tirar o fôlego, daqueles para provar que a partida só termina após o apito final.

Os gols foram marcados por Morgan para as americanas e Miyama para as japonesas ainda nos 90 minutos. Na prorrogação, as americanas saíram na frente com Wambach, de cabeça, e Sawa empatou, de CALCANHAR, nos minutos finais da segunda etapa. Foi uma coisa linda de se ver, o título precisou ser decidido nos pênaltis!

Festa das campeãs! (Foto: Divulgação FIFA)
Festa das campeãs! (Foto: Divulgação FIFA)

Seria a vez das goleiras brilharem. As americanas pareciam sentir o peso do empate nos últimos minutos, as duas primeiras cobranças pararam nas mãos da goleira japonesa, Kaihori, e uma parou no travessão. Hope Solo ainda pegou a cobrança de Nagasato, mas não foi o suficiente para travar a equipe do Japão.

Um título inédito, histórico e merecido para uma equipe que não se entregou em nenhum minuto. Lutaram até o fim e servem de exemplo para as próximas gerações.

Parabéns ao Japão pela conquista! O Salto Alto FC tem orgulho de relatar histórias como essa.


O bronze é das suecas!

16/07/2011

A disputa pelo 3º lugar da Copa do Mundo de Futebol Feminino foi acirrada. Suécia e França protagonizaram um jogo digno de grandes seleções, com bastante troca de passes, boas jogadas ofensivas e com direito a golaço de placa, provavelmente o mais bonito de toda a competição, gol esse que definiu a vencedora do confronto.

A Suécia abriu o placar com Schelin ainda no primeiro tempo. Na etapa final a França arrancou o empate logo aos 11 minutos, com Thomis. A partir daí o jogo começou a ficar tenso, já que a possibilidade da prorrogação se aproximava com o resultado igual, algo não pretendido pelas duas seleções.

As suecas ficaram com uma jogadora a menos quando Öqvist e Bompastor se estranharam numa dividida. Sobrou chute para os dois lados, mas a árbitra só viu a agressão de Öqvist, e expulsou a meio campista.

Mesmo com a desvantagem numérica a Suécia não baixou a guarda e se manteve equilibrada às adversárias francesas. O gol só sairia mesmo em uma jogada individual, e nesse caso foi uma pintura de Hammarstrom. A jogadora pegou o rebote matando a bola no peito, deu um chapéu na primeira marcadora, limpou a segunda e chutou forte no ângulo esquerdo da goleira, aos 36 minutos finais.

E foi com esse belíssimo gol a Suécia levou o placar de 2 a 1 até o apito final e garantiu a medalha de bronze. Ambas equipes fizeram uma ótima campanha na competição e mostraram que, hoje, também são grandes potências no esporte.

A dança da vitória: suecas comemoram o gol e o bronze (foto: Michael Probst/AP Photo)

A França fechou a primeira fase em 2º lugar no grupo A vencendo dois jogos e perdendo um. Nas quartas eliminou a Inglaterra, mas na semi perdeu para os EUA. A Suécia foi a líder do grupo B, venceu todos os três jogos e nas quartas bateu fácil a Austrália. Só foi perder para o Japão na semifinal.

Copa boooa de assistir hein… Só teria sido melhor se as brazucas tivessem ido mais longe. Mas no fim das contas a mulherada tá provando cada vez mais que manda muito bem no futebol. Alto nível.

Fonte: Terra Esportes e UOL Esporte


As carrascas do Brasil chegam à final

14/07/2011

Em jogo truncado, mas emocionante, as estadunienses veceram as francesas e estão confirmadas na final do Muncial Feminino. Do outro lado, quem surpreendeu foram as japonesas, que venceram da Suécia e pegar essa pedreira na grande final. O jogo entre Japão e França acontece no domingo, dia 17, às 15h45.

Foto: Getty Images

Assim como a Argentina costuma ser a pedra no sapato da seleção masculina, os Estados Unidos são o fator complicante para as brasileiras. Tanto é que elas eliminaram novamente a equipe protagonizada por Marta, nas quartas-de-final.

Foto: AP

Há quem diga que torce para os Estados Unidos para termos a desculpa de “perder para as campeãs”, mas eu, particularmente, não consigo. A seleção brasileira feminina joga MUITA bola, se esforça horrores e sofre por não conseguir. Não dá pra torcer por quem as elimina da competição, tirando a possibilidade da realização de um sonho. E a possibilidade da volrização do futebol feminino, que está merecendo e precisando.

Estou com as nossas amigas de olhos puxados, que provavelmente vão se esforçar muito e tentar surpreender novamente, já que o favoritismo é todo das americanas. Mas que, certamente, será um bom programa para o domingo, isso eu sei.


Foi por muito pouco… Mas não deu dessa vez de novo!

10/07/2011

Outra pedra no meio do caminho do Brasil voltou a dar as caras, depois de quatro anos. Só não foi a Alemanha. Os EUA penaram, mas conseguiram vencer as meninas do Brasil depois de um longo jogo, com 30 minutos de prorrogação e cobrança de pênaltis. É mais uma grande seleção que cai nas quartas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Wambach levou os EUA às penalidades e à classificação para a semifinal (foto: Getty Images)

Mas não pensem que a Seleção Feminina Brasileira foi eliminada porque foi ou é inferior que as adversárias ianques. Pelo contrário, o time de Kleiton Lima, liderado pela sempre craque Marta, se mostrou superior durante quase todos os mais de 120 minutos de confronto. Saiu perdendo no comecinho do jogo num vacilo bobo da zaga. Infelizmente não era mesmo o dia de Daiane.

O empate custou a acontecer, só lá no segundo tempo, quando o brilhatismo de Marta, que passou muito bem marcada durante todo os 45 minutos iniciais, resolveu trazer o jogo ainda mais pro lado brasileiro. Sim, porque teve bola no travessão, bons lances de Cristiane, Fabiana e Rosana. Não faltaram chances pra matar a partida ainda nos dois tempos normais.

As americanas jogavam no erro brasileiro, e se baseavam na forte marcação, sempre antecipada às tentativas ofensivas das nossas atacantes. A única arma perigosa que elas tinham era a jogada aérea, que sempre levava perigo ao gol de Andreia. Pois foi essa mesma traiçoeira bola aérea adversária que mudou o curso do jogo e acabou com o sonho brasileiro, uma revanche que esperou muito para acontecer (Olimpíadas, 2008).

O Brasil conseguiu o empate com Marta ao sofrer falta dentro da área depois de dar dois chapéus nas defensoras americanas. Buehler não curtiu, fez a falta e pagou o preço com o pênalti e a expulsão. A cobrança inicialmente tinha sido cobrada por Cristiane e foi defendido pela ótima goleira Solo, mas que no fim foi convertido pela camisa 10 brasileira depois da árbitra mandar voltar por uma invasão de uma jogadora americana na área no momento do chute de Cris.

Marta brilhou, chamou a responsabilidade e mesmo com a eliminação mostrou porque é a MELHOR (foto: Reuters)

Mas assim como o jogo tava para a Marta, que também logo no início da prorrogação marcou seu segundo gol em mais uma jogada genial, também estava para a goleira Solo, que fez a diferença em grandes defesas durante o jogo e na cobrança final de penalidades.

Os EUA conseguiram o empate no último tempo da prorrogação só nos acréscimos, depois de muita pressão, mesmo com uma a menos em campo. A bola aérea que elas tanto ensaiaram, no fim, cumpriu seu papel com Wambach, a jogadora mais experiente do time americano.

Pois foi essa mesma experiência que realmente foi crucial para levar mais uma vez as norte-americanas adiante na competição. A cautela na marcação e o oportunismo com 100% de aproveitamento nas penalidades faz delas especialistas no esporte. Elas não tinham o poder ofensivo do Brasil, mas compensaram nos outros setores. As cobranças de pênalti foram um show à parte, todas muito bem batidas.

Tal experiência foi o que faltou às brasileiras, não só na hora de segurar a vantagem e o resultado, como na hora de conter o nervosimo, a pressão. As diferenças entre ambos os times sim, são várias, mas na minha opinião, a principal continua sendo o fator humano, o fator profissional.

Nos EUA as mulheres são valorizadas no futebol e conseguem viver dele, não é à toa que Marta e Maurine estão lá. Elas têm estrutura e condições de exercer a profissão, além de salários dignos. Coisa que a maioria das meninas da Seleção não têm. Kleiton pouco usou o banco, porque de fato é difícil repor o que tinha em campo. Os motivos também são os mesmos citados acima.

Pois mesmo com a derrota, que quando acontece assim no detalhe é um tanto mais dolorida, nos orgulhemos do que foi apresentado por essas mulheres, que chegaram tão longe, com tão pouco, além do talento e da vontade. Marta, hoje, além de melhor jogadora do mundo, também é a maior artilheira em Copas, com 14 gol. Posto que divide com a alemã Birgit Prinz.

É.. Brasil… Não foi dessa vez, mas um dia vai ser. Ah se vai!

Brasil 2 (3) x (5) 2 Estados Unidos

Gols:
Brasil: Marta, aos 23min do segundo tempo, e Marta, a 1min do primeiro tempo da prorrogação
Estados Unidos: Daiane (contra) a 1min do primeiro tempo, e Wambach, aos 17min do segundo tempo da prorrogação

Brasil: Andreia; Aline Pellegrino, Daiane e Erika; Fabiana, Formiga (Renata Costa), Ester e Maurine; Rosana (Francielle); Marta e
Cristiane. Treinador: Kleiton Lima

Estados Unidos: Hope Solo; Krieger, Buehler, Rampone e Le Peilbet; O’Reilly (Heath), Boxx, Lloyd e Cheney (Rapinoe); Wambach e Rodríguez
(Morgan). Treinador: Pia Sundhage

Fonte: Terra Esportes


Zebra perigosa chamada Japão…

09/07/2011

E a casa literalmente caiu para a seleção alemã. As anfitriãs e favoritas na Copa do Mundo de Futebol Feminino foram desbancadas pelas meninas do Japão, grande surpresa da competição, silenciando a torcida presente no Volkswagen Arena. Estava decretado ali o fim de uma hegemonia, assim como o sonho do tricampeonato para as donas da casa.

Japonesas comemoram gol e a classificação para as semifinais da Copa (foto: Getty Images)

A seleção nipônica vem fazendo ótima campanha desde o início, e no jogo contra a Alemanha não foi diferente. Com uma única derrota para a Inglaterra (que foram desclassificadas pela França), o Japão fez frente às alemãs, segurou um empate nos dois tempos normais e na prorrogação fez o gol que definiu a segunda equipe semifinalista da Copa.

A partida em si foi bastante equilibrada, com momentos de pressão divididos entre as duas equipes. Na primeira etapa o Japão apareceu mais, já na etapa complementar as alemãs resolveram correr atrás do relógio, buscando evitar a prorrogação. Sem sucesso.

As japonesas fizeram bem a lição de casa, estudaram as europeias e quando conseguiram o gol com Maruyama, no início dos 15 minutos finais do segundo tempo extra, retrancaram a equipe, parando de vez a ofensiva alemã. Aí foi só correr pro abraço.

Agora as vencedoras esperam as próximas adversárias do confronto entre Suécia x Austrália para seguir adiante na luta pelo título de campeã do mundo. Condições para isso elas já provaram que têm. É a zebra correndo por fora…

Fonte: Terra Esportes


Jogão de bola!

09/07/2011

90 minutos não foram o suficiente para definir a vencedora de Inglaterra e França, pela Copa do Mundo de Futebol Feminino. Queeeee jogo, amigo! Que jogo! Os gols só saíram no segundo tempo, Scott marcou para a Inglaterra e Bussaglia para a França, aos 42 marcou, um golaaaaço. Com o empate, o jogo foi para a prorrogação. O golzinho parecia um aviso, deu França, mas nos pênaltis.

Baita jogo! (Foto: Divulgação FIFA)

Baita jogo! (Foto: Divulgação FIFA)

No primeiro tempo da prorrogação, as gurias pareciam cansadas. Foi uma primeira etapa bem morna, a única oportunidade de gol saiu de uma jogada de ataque das ingleasas, mas White perdeu boa oportunidade.

Na segunda etapa foi que a coisa ficou crítica, o cansaço muscular tomou conta das gurias, o jogo precisou ser parado para que pudessem ser atendidas. A França pressionou mais e teve boa oportunidade de marcar em jogada aérea, mas foi pra fora. A Inglaterra só se defendia.

Mas nem a prorrogação definiu a semi-finalista, a partida precisou ser decidida nos pênaltis.

Era a vez das goleiras se consagrarem. A defensora da Inglaterra, Bardsley brilhou! Defendeu logo a primeira cobrança com um salto lindo para o lado direito. Mas o cansaço físico realmente prejudicou as inglesas, os dois últimos pênaltis foram batidos pra fora e a França comemorou a classificação para a semi-final.

Francesas comemorando! (Foto: Divulgação FIFA)

Francesas comemorando! (Foto: Divulgação FIFA)

Agora as francesas esperam as vencedoras de Brasil x Estados Unidos, amanhã, às 12h30. Tomara que seja o Brasil né?

É Copa do Muuuundo, amigo!!


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