Quando se é melhor ficar no silêncio

26/06/2015

Falar sobre a atual Seleção Brasileira é sempre muito delicado. Hora criticada, hora aplaudida, os canarinhos de 2015 não vem apresentando aquilo que vivemos há pelos menos 20 anos atrás. Ou não precisamos ir tão longe. Basta nos lembrarmos de 2002. E esse tema foi deveras discutido nesta semana.

Porém, se falando em anos passados, o técnico Dunga, em sua entrevista coletiva pós jogo contra o Paraguai, respondeu várias críticas. Só que, por mais que tenha sido baleado com tantas perguntas, a resposta deste cidadão que tanto nos alegrou na Copa de 94 disse entrelinhas que se parecia com um afrodescendente de tanto que apanhou e gostava.

Se formos fazer um balanço e um parâmetro de tempos, existem diversas coisas a serem colocadas no papel. Sim, tivemos muito que nos orgulhar de um futebol suado sem a cortina de patrocínios e marqueteiros que enfeitam o atleta. Era aquilo e deu. 94 funcionou assim. Não deu em 98 mas em 2002 estávamos lá novamente.

Me admira um profissional com tanta influência no nome, com Copa do Mundo nas costas quando atleta, com Copa América e das Confederações como técnico e que tanto bateu o peito para falar em tempo, se esquece que a era da escravidão e do horror que os negros passaram estavam na Mesopotâmia, China, Índia, Egito e os Hebreus. O Brasil é um país onde a população afro é quase de 50%. Um país de raças.

Talvez o nosso treinador não lembre, mas no elenco da atual seleção existem 15 jogadores negros – Jefferson, Daniel Alves, Geferson, Miranda, Elias, Fernandinho, Fred, Willian, Fabinho, Marcelo, Danilo, Luiz Gustavo, Douglas Costa, Neymar e Robinho- dos 23 convocados.

Por mais que horas depois o treinador tenha se esquivado da sua declaração e se posicionou pedindo desculpas pela declaração, ainda assim era melhor ter ficado calado.

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…e foi para os pênaltis!

27/07/2011

Porque será que a decisão por penaltis vem ocorrendo com tanta frequência? Será para trazer emoção às partidas, tratadas muitas vezes como jogos ganhos? Será pela igualdade das equipes atualmente? Será que é para alegrar os amantes do futebol com um tempo extra para o jogo terminar? É para deixar torcedores a beira da loucura com as cobranças chutadas para fora? Quem sabe para consagrar goleiros?

Victor defende penalti contra o Caxias (Foto - Neco Varella/Agência FreeLancer)

Para o motivo, existem muitas teorias. O fato é que hoje em dia, ao acompanhar uma partida decisiva, o final mais provável é que tudo acabe em penalti. Confira abaixo as últimas decisões que agitaram os nervos de torcedores da dupla Gre-Nal e da Seleção Brasileira, com a Copa América:

GAUCHÃO

Final Taça Piratini:
– Grêmio 2×2 Caxias (Grêmio 4×1 Caxias nos penaltis)

Final Taça Farroupilha:
– Inter 1×1 Grêmio (Inter 4×2 Grêmio nos penaltis)

Final Gauchão:
1ª partida – Inter 2×3 Grêmio
2ª partida – Grêmio 2×3 Inter (Grêmio 4×5 Inter nos penaltis)

COPA AMÉRICA

*Quartas-de-final:
– Argentina 1×1 Uruguai (Argentina 4×5 Uruguai nos penaltis)
– Brasil 0x0 Paraguai (Brasil 0x2 Paraguai nos penaltis)

*Semifinal:
– Paraguai 0x0 Venezuela (Paraguai 5×3 Venezuela nos penaltis)

INTER NA COPA AUDI

– Inter 2×2 Barcelona (Inter 2×4 Barcelona nos penaltis)
– Inter 2×2 Milan (Inter 2×0 Milan nos penaltis)

Com esta análise, os times que tratem de treinar cobranças de penaltis quando estiverem em uma decisão mata-mata. Né, Brasil?

André Santos ensina como se cobra um penalti. (Foto - Célio Messias)

Aqui por Porto Alegre, os penaltis trazem emoção mas não preocupação. Os goleiros da dupla Gre-Nal  se consagram nessa hora do pavor e salvam seus times defendendo penaltis. Amém!

Renan defende penalti na final do Gauhcão (Foto - Vipcomm)


Vitória para a garra

24/07/2011

A equipe que deu uma aula de como jogar com um a menos no jogo contra a Argentina, nas quartas-de-final, consagrou-se campeã, depois de não conquistar campeonato desde 1995.

Suárez foi artilheiro do Uruguai (Foto: Reuters)

A celeste mostrou sua superioridade desde o início da partida. E a retranca paraguaia não foi suficiente para segurar Forlán e Suárez. Logo no comecinho do jogo, um pênalti foi cometido pelo meia paraguaio Ortigoza, que colocou a mão na bola. Mas o juiz brasileiro, Sálvio Spínola, não enxergou.

Essa penalidade não marcada não foi o suficiente para desanimar os jogadores da Celeste, que, com garra, vontade e bom futebol, seguiram pressionando. Logo Suárez abriu o placar.

Com a desvantagem, o time paraguaio até tentou sair para o jogo, deixando mais espaços para o Uruguai chegar. Antes de acabar o primeiro tempo, Forlán fez o segundo.

As chances e a supremacia uruguaia continuaram, para fechar o placar final em 3 a 0, novamente com Fórlan. A taça ficou em mãos uruguaias, levantada pelo zagueiro Lugano, capitão do time. A garra e a vontade venceram, e, quem sabe, ensinaram algo para os jogadores brasileiros e argentinos, que voltaram mais cedo para casa.

Título foi muito comemorado pelos jogadores. (Foto: Reuters)

Parabéns, Celeste!


Que zebra que nada… Deu Peru!

24/07/2011

E na Copa das seleções favoritas decepcionarem, dos empates simples reinarem, das prorrogações cansarem e dos pênaltis assustarem (rss), Peru e Venezuela disputaram o terceiro lugar da competição e, enfim, deram um sopro de vivacidade ao marasmo que antes assolava os gramados argentinos. Pelo menos no número de gols.

William Chiroque fez o primeiro da goleada peruana (foto: EFE)

Não que eles tenham proporcionado uma grande partida em termos de jogadas bonitas e objetivas ou lances geniais, mas com certeza não faltou empenho e oportunismo.

Principalmente por parte dos surpreendentes peruanos, que na superação chegaram até a fase semifinal e como recompensa levaram a medalha de bronze, vencendo a Venezuela por 4 a 1.

Os venezuelanos mesmo com a derrota e com as deficiências técnicas que conhecemos, fizeram uma boa participação virando um obstáculo no caminho do Brasil e também do Paraguai, conquistando o segundo lugar do grupo na 1ª fase.

O Peru se classificou como um dos dois melhores terceiros colocados na fase de grupos. Desacreditado desde o início, a Seleção do técnico Sérgio Markarián teve uma campanha instável, vencendo, perdendo e empatando nos três primeiros jogos.

Foi adiante, ganhou da favorita Colômbia e só parou porque teve o Uruguai no meio do caminho. Contra a Venezuela, os peruanos colocaram de novo em prática seu ponto forte, fechando a defesa e explorando o contra-ataque, que resultou nos gols de William Chiroque e Paolo Guerrero, autor de três.

A Venezuela ainda fez o gol de honra com Juan Arango no segundo tempo, mas a fatura estava liquidada. A zebra tinha virado Peru. E o bronze já tinha dono.

Fonte: Terra Esportes


Raça – O grande segredo

21/07/2011

Uruguai virou a seleção favorita da Copa América;

O Paraguai chegou a final da mesma competição;

As japonesas venceram o Mundial Feminino frente às todas poderosas americanas;

O Peñarol foi vice-campeão da Libertadores;

A Espanha foi campeã do Mundo e a Holanda vice…

(Foto – Getty Images)

O que todos esses times tem em comum? Algo que na dupla Gre-Nal e na Seleção Brasileira a MUITO não vemos: RAÇA!

Me perdoem os amantes do futebol arte, mas eu sou fã de carteirinha do futebol suado, brigado, objetivo, cheio de garra e sem firulas. O Santos de Neymar e Ganso pode ter conquistado a Libertadores jogando bonito, mas a equipe era uma mescla de talento e garra. Não apenas arte.

Alan Smith - Símbolo do Futebol Raçudo!

É estranho que na medida em que o futebol vai ficando cada vez mais comercial e político, times que se doam de corpo e alma conseguem grandes resultados no futebol. E mais, a maioria deles vindo de um jejum considerável de títulos.

O Uruguai não ganha nada desde a Copa América de 95. O Paraguai sempre incomodou, mas nunca chegou muito longe, a Seleção Japonesa feminina então, nem se fala.. o Peñarol não ganha Libertadores desde 87, e a dupla Espanha e Holanda são as eternas “jogaram como nunca, perderam como sempre.”

Só que isso mudou. Os times aguerridos vem se destacando de tal maneira, que já estão dominando todos os principais títulos de futebol.

A minha explicação para isso é que dinheiro algum no mundo compra o sentimento de um jogador que veste a camiseta com paixão. A Seleção Brasileira pode ser uma potencia respeitada, mas enquanto não recorrer a garra de Dunga em 94 e a vontade de marcar gols de Ronaldo em 2002, não chegará a lugar algum novamente. E isso serve para Grêmio e Inter também.

Ronaldo desbancando Oliver Kahn.

Vamos deixar a políticagem e o dinheiro um pouco de lado quando entramos em campo e vamos honrar o manto que vestimos? Este parece ser o caminho mais curto para times que almejam grandes conquistas.


Mais sorte do que juízo

21/07/2011

E não é que o algoz brasileiro conseguiu chegar até à final da Copa América?! Pois o Paraguai vai até a última fase da competição depois de uma partida difícil contra a Venezuela, em mais um dos vááááários jogos que resultaram em prorrogação e cobrança de penalidades.

Futebol made in Paraguai: Darío Verón comemora a classificação (foto: AFP)

A Copa das igualdades e principalmente das fragilidades, ou como já mencionei antes, nivelada por baixo. Mas isso se deu porque as equipes menos tradicionais melhoraram seu futebol ou porque as grandes campeãs decaíram de vez? Bom, pra se ter uma ideia, a seleção paraguaia vai enfrentar o Uruguai na disputa pelo título sem ter ganhado um jogo sequer. Sim, foram 5 empates no total.

E não só isso. No confronto válido pela semifinal, o time do muy hermoso Roque Santa Cruz em nenhum momento foi superior. A Venezuela pressionou, criou mais chances, e deu um abafa daqueles na defesa vermelho e branca.

O Paraguai basicamente jogou na retranca, aliás, marca registrada da seleção. E ainda por cima contou com a velha e boa sorte que ajudou a evitar gols claros, colocando a trave no caminho dos aguerridos venezuelanos.

O 0 a 0 nos dois tempos normais seguiu na prorrogação, levando à fatídica cobrança de pênaltis. E como os paraguaios já estavam tarimbados no quesito, não foi difícil usar o momento a seu favor. Acertaram as cinco cobranças, contra três da Venezuela, já que o quarto pênalti batido por Franklin Lucena foi defendido pelo goleiro Villar.

Um clássico do futebol sul-americano se anunciou a partir dali. Uruguai e Paraguai se enfrentam para decidir quem é o melhor da América. A partida está marcada para o próximo domingo, dia 24, às 16hs no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Venezuela e Peru disputam no mesmo dia o terceiro lugar, em La Plata.

Fonte: Terra Esportes


El primer finalista de la Copa América

20/07/2011

…es la Celeste, de Forlán, Suárez y Muslera.

Não se engane, você está em um blog brasileiro. O fato é que após a saída vergonhosa precoce do Brasil, só sobraram times que hablan español.

Suárez põe Uruguai na final (Foto - Ricardo Matsukawa/Terra )

O Peru foi desbancado pelo Uruguai no segundo tempo, com dois gols belíssimos de Suárez, um dos grandes destaques da partida. O primeiro, um chutaço lindo de fora da área, aos 7min. E o segundo, quase uma pintura, com direito a drible no goleiro peruano e tudo mais.

Abatida, a Seleção do Peru ainda teve um jogador expulso quando o clima entre os jogadores esquentou. Vargas deu um cotovelaço em Coates e foi pro chuveiro mais cedo amargar a burrada que fez.

Peruanos contestam expulsão de Vargas (Foto - Ricardo Matsukawa/Terra )

Ao final da partida, um lance inusitado. O bem falado goleiro Muslera quase levou um peru frango, ao defender chute de Guerrero, e deixar la pelota escapar para trás. O uruguaio foi rapidinho em direção a bola e impediu o fiasco.

Agora os uruguaios  aguardam o vencedor do confronto entre Venezuela e Paraguai, que ocorre amanhã, a partir das 21h45.


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