Crônica do irmão mais velho – o amor vem com o tempo

Meu bom irmão, o mais velho vindo do ventre materno que chamamos de lar. Você ficou mais velho essa semana e eu, como um bom caçula, esqueci de te parabenizar no dia certo. Talvez considere isso como birra minha ou talvez ciúmes. Encare como quiser.

irmãos

O fato é que estou aqui para homenageá-lo, por mais que as brigas constantes fazem parte da nossa rotina. Ô se faz.

Escrevo-te de azul, sua cor favorita. Me reverencio pela quantidade de anos que está completando, afinal a minha juventude você não tem mais – hehe – porém eu gosto dessa sua experiência. É bom. Esse clima de rivalidade entre nós de quem faz melhor me diverte e muito.

Vou ser sincero, as vezes quero que você morra. E desculpe por publicar essas palavras tão… tão… macabras. Mas sei que o sentimento é recíproco. Lembra da primeira tunda que você me deu? Eu era apenas uma criança e você não teve dó nem piedade. A vingança veio tarde, mas chegou. Tive que criar uns músculos na perna para poder bater em você com a mesma força. Perdoe-me o trocadilho, mas precisei de uma CACHAÇA para chutar a sua canela 5 vezes.

Foi estranho quando você saiu de perto de mim. Éramos tão próximos. Vizinhos com tantas facilidades na hora das visitas (nem sempre de bom grato) e agora você se foi para longe. Preciso pegar um ônibus e um trem. Sua petulância de comprar uma casa nova e se exibir tão cheio de ar nesse peito me fez crescer também. Obrigado. Como sabemos, a minha casa reformada você já conheceu. Temos sorte, possuímos uma bela moradia. Acho que viramos gente grande e nem conseguimos dar conta de tanta responsabilidade que veio junto com as rotações da terra.

Quando você debutou no Japão senti muita inveja. Confesso. E quando você ganhou duas vezes aquele objeto dourado no qual tinha uma plaquinha com o seu nome. Fiz como meta crescer igualmente ou até maior que você. Queria ser um GIGANTE. E para a minha alegria, hoje esse é o meu apelido. Você, como um bom irmão mais velho, me deu aquele empurrãozinho. Via tantos grandes a minha volta, via tantas conquistas de bom tom. Também teria que deixar a minha assinatura.

Você se considera IMORTAL. Você sabe que as vezes eu faço piadas com essa sua nomenclatura. Não posso deixar a BOLA QUICANDO sem poder chutar um pouquinho. Me desculpe. Mas também já ouvi muitas flautas vindo do seu lado.

E quanto aquela imortalidade, te digo de coração: viva muitos anos. Viva o dobro, viva sempre. Impossível ficar sozinha nesse estado sem a tua presença. Impossível ser gigante sem duelar com imortais. Impossível sermos os melhores sem nos unirmos em datas especiais.

Eu sou de abril. Você virginiano de setembro. Então, pelo menos, quando o ano chegar no seu 9º mês eu virei aqui e te dar o meu abraço de parabéns. Mas só dessa vez. Pois nossas intrigas e discussões que fazem milhares de pessoas nos amarem.

Feliz aniversário.

inter e gremio

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