Gigante pela própria natureza

Foi difícil acostumar. Parecia algo distante imaginar os domingos vazios, a  TV desligada, as manhãs caladas. Faltava alguma coisa para mexer com os ânimos. Coisa de brasileiro, sabe? Aquele sentimento caloroso de ter algo para se fazer. A rotina gostosa de levantar cedo e se animar com pequenas ações. Pois bem. Aquele final de semana foi ímpar. O mundo inteiro cobriu seu rosto com as mãos. Eu estava com 5, quase 6 anos, quando aquela imagem pairou em meus olhos. Meu pai de cabeça baixa, meu irmão acolhendo o pranto. Breu.

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É muito confuso aceitar a dor da perda ou se conformar com um simples adeus. Aquele 1º de Maio foi assim. A despedida. Uma despedida de bilhões de seres humanos. De brasileiros convictos. De crianças inconsoláveis. De fãs sem chão. Não por acaso, Aírton Senna foi embora justamente no feriado do trabalhador. Ele que pode se considerar um dos grandes operários do Brasil pois poucas pessoas são reconhecidas pelos seus grandes feitos ou serem lembradas pelo dia de sua partida. Aírton reúne todas essas recordações. Um grande atleta, um bom homem, um cara atípico, ousado e corajoso. Talvez esses adjetivos possam ter o levado cedo demais de nós. Mas mais uma vez, temos que nos conformar.

Hoje faz 20 anos que não temos mais aquele capacete patriota que tanto nos enchia de alegria. Parece que foi ontem, não é? A sua presença física foi embora, porém os gigantes nunca morrem. Os ídolos de verdade, prosperam. E quem um dia foi rei, jamais vai perder a majestade. Quando que você viu uma empresa de companhia aérea pintar uma aeronave com as cores de um objeto que era usado por um certo alguém? Em quantas marcas você pode ver o rosto de Aírton Senna? Ou melhor, você pode me citar apenas um nome de algum ídolo brasileiro? Ele vive e jamais irá nos abandonar.

Infelizmente, Aírton, eu não consegui lhe ver brilhar. Quer dizer, eu vi muito pouco e as lembranças que a minha mente, naquela época jovem demais, são pobres perto de tudo o que você proporcionou. Sorte a minha de ter crescido numa era em que a tecnologia nos proporciona assistir coisas do passado como se fossem o presente. Mas, por mais que não tenha te visto correr, não tenho dúvidas, tu é o único grande ídolo que o Brasil formou. E no dia do aniversário de seu adeus, ainda tão tenro, eu me sinto na obrigação de lhe dizer o meu muito obrigada.

2 respostas para Gigante pela própria natureza

  1. Tatiana disse:

    Bom dia

    Me chamo Tatiana, trabalho em uma agencia de Marketing Digital e gostaria de saber qual o valor cobrado por vocês para publicar um publieditorial. Seria para um dos nossos clientes que é do ramo de venda de entradas online. Sobre a tematica a Copa do Mundo no Brasil.

    Atenciosamente,
    Tatiana

    • Laura Toscani disse:

      Olá, Tatiana
      Lhe respondi via e-mail, tudo bem?
      Me chamo Laura Toscani, então pode abrir a mensagem que tiver este nome.

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