Aos trancos e barrancos, Porto Alegre

Ahh Porto Alegre. Cidade tão calorosa e acolhedora que tanto nos deixa orgulhoso. Seu céu azul deslumbrante mantém o brilho vivo de um clube que estampa em seu passado o poder magistoso de uma história de conquistas. Uma história que contempla suor castelhano, língua estrangeira e não diferente disto orgulha-se de ser o primeiro gaúcho a ganhar a América. Do outro lado leva no seu sangue vermelho vida, vermelho guerra, o mesmo vermelho do clube que traça em seu livro a dedicação dos seus primeiros peões, dos seus cansados homens e que hoje são a alegria de milhares de pessoas. É, Porto Alegre, você caprichou no nosso presente e não seria diferente no dia de hoje o nosso sincero parabéns.

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Mas não. Hoje seremos impares.

O que está acontecendo com a nossa cidade, que hoje completa honrosos 242 anos, é a imensa enrolação que o povo gaúcho está assistindo tendo que assistir de camarote. No início da semana foi vomitado da boca dos nossos governantes (e falo nosso por que me sinto na obrigação de dar posse ao que não se deve competir a tal altura) que esta cidade poderia não abrigar a Copa do Mundo. Bem, condições ninguém neste país tem, mas o real motivo de tal ameaça ser feita foi referente à aprovação das isenções fiscais em prol da construção das estruturas temporárias. Ontem (24/03) o plenário aprovou, com 31 votos favoráveis e 19 contrários, o projeto que prevê a concessão de incentivo fiscal de até R$ 25 milhões a quem financiar as obras do entorno do Estádio Beira Rio.

Mas espera aí só um pouquinho. O povo está pensando que o dinheiro público vai retornar ao bolso de vocês? Vou “largar a barbada”, essas isenções não competem para o Estado todo e sim para uma partezinha dele. Também não se engane achando que o Sport Club Internacional sairá de patrão nesses transmites que de bom ali pouca coisa vai sair. Ficar um ano e tanto sem estádio, quase ser rebaixado naquele ano, ficar sem torcida por vários jogos, pagar uma fortuna por novas reformas, dividir por 20 anos o espaço, que sempre foi seu, com uma empreiteira. Mas no final, a Copa acaba no pão e circo e disso que o bom brasileiro gosta.

Sou jornalista, trabalho com esporte, amo eventos grandiosos. Trabalhar na Copa do Mundo é sim um sonho, mas não sou a favor da Copa. Sou a favor da vida. De repente, aqueles mesmo guerreiros de alma estrangeira e de sangue guerreiro citados no início deste mesmo texto devam se unir e pedir de uma vez por todas o retorno dos incentivos fiscais acometidos por toda a sua carreira.

Ué, agora isso não vale? Para quem ainda não sabe o que comentar disto tudo, deixo um vídeo super bacana abaixo para que os amigos postem sua opinião linda, elegante e sincera.

Beijos

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