Hora de ouvir o coração

O campeão voltou! Essa foi a frase usada pela torcida gremista para recepcionar Renato Portaluppi. A Arena, pela primeira vez aberta para um treino, ganhou ares de jogo quando o eterno camisa sete tricolor foi apresentado ao som do hino gremista e ovacionado por cerca de 4.500 pessoas. Ao pisar no gramado, parecia voltar no tempo. Era de novo aquele menino que cresceu no Grêmio para fazer história. Foi até a linha de fundo e, próximo à Geral, fez uma reverência, acompanhado do restante do grupo. Mas ele bem sabe que o trabalho agora é outro:

“Gostaria de ter voltado como jogador, que é bem menos sofrido […] Sou gremista, essa é minha casa e vai sempre ser um prazer enorme voltar aqui. Ainda mais com um Presidente vencedor, sempre é bom trabalhar com pessoas vencedoras”, destacou o novo técnico.

Aos 50 anos, Renato dá início a terceira passagem pelo clube gaúcho (uma como jogador e duas como treinador). E assim como em 2010 tem a missão de dar ao Grêmio “cara de Grêmio”, como definiu o Presidente Fábio Koff na coletiva de apresentação:

“Hoje é um dia de extrema alegria pra mim […].estou trazendo de volta um ídolo da torcida do Grêmio. Tenho a certeza porque o conheço desde menino que ele vai devolver a equipe do Grêmio a alegria de jogar, a entrega total”, afirmou o mandatário tricolor.

Koff falou em raça, garra, vontade…mas principalmente em alegria. É visível que a volta do grande ídolo da conquista do mundial tem absoluta relação com o aspecto motivacional dentro e fora do vestiário. Imaginem os jogadores…nenhum deles foi recebido como Renato, com tanta gente no estádio e tratado como ídolo absoluto. Só por isso já impõe respeito. Mas não um respeito “turrão”. Vejo diferente. Portaluppi pode dar aos jogadores a verdadeira noção do peso da camisa do Grêmio, do que ela representa para os torcedores e, de alguma maneira, através disso, unir o grupo em busca de um ideal. Salvo as diferenças, como Felipão fez com o Brasil: de novo, transformou o time em uma família:

“Os problemas do Grêmio são fáceis de ser resolvidos […]é preciso ter de volta a alegria e a confiança. Ao invés de chamar a atenção dos jogadores as vezes tem que fazer um carinho”, brincou o treinador.

Além disso, Renato tem a manha que falta a muitos comandantes. Sabe falar a língua do jogador. Tem também todo apoio da direção do clube, aliada a uma relação de amizade com o Presidente e o Executivo de Futebol, Rui Costa. Se faltam a ele alguns aspectos técnicos ou táticos para dirigir uma equipe, é outra história. Portaluppi já deixou claro que considera o grupo tricolor qualificado e capaz de conquistar títulos. Mas num grupo “cascudo”, não pretende privilegiar ninguém:

“No meu time não tem idade, não tem salário, não tem nada, joga quem tiver melhor”.

O retorno do xodó gremista também pode funcionar no sentido de atrair novos sócios e levar os torcedores a sentirem de verdade que a Arena é mesmo a nova casa do Grêmio. Isso, claro, se o desempenho dele for positivo. Caso contrário…o “tombo” pode ser ainda maior.

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