Merecia mais

Olímpico, pela última vez. Foto: ducker.com.br

Olímpico, pela última vez. Foto: ducker.com.br

Ricardo Chaves já cantava aquela musiquinha que fala que acaboooo-ou-ou acabou! Esse é o clima dessa segunda-feira para os times que jogaram o campeonato brasileiro. Já vou falar um pouco sobre o fim do brasileirão em si, no entanto não dá para deixar de falar de Grenal. Grenal é sempre grenal. Ok, de tão repetido o bordão já até perdeu  graça em algumas vezes. Ontem era mais do que um grenal. Era O Grenal. O ÚLTIMO Grenal do estádio Olímpico. Uma festa de despedidas que tinha um Grêmio motivado pela torcida e pela fase e um inter motivado pela má fase: era a última chance de trazer alegria ao seu torcedor.

Acaboooou, acabou!

Não vou narrar o jogo aqui. Já o fiz por pouco mais de 90 minutos ontem no twitter do Salto Alto FC. Todos sabemos o resultado. Vou falar um pouco das minhas impressões – como uma amante de futebol e apaixonada pela rivalidade grenal, já morei em outros lugares do Brasil e posso dizer que nunca vi algo igual.

Minha primeira dúvida já surgiu quando vi a escalação do Inter. Confesso a vocês que pensei que Dátolo seria a surpresa. Nem relacionado. Surpresa sim foi ver ambos os times retrancados jogando com três volantes. O Olímpico merecia mais ousadia nesse último jogo. Nos primeiros dez minutos parecia que a bola estava mordendo os pés dos jogadores pela quantidade de bicos. Werley se sentiu mal após choque com Ygor e foi substituído por Saimon – e na minha opinião o Grêmio perdeu com essa troca. Mas ok, lá pelos 35 minutos pareceu dar uma engrenada. Uma luz no fim do túnel, ou do tempo, sei lá. A emoção toda estaria no segundo tempo. Então vamos pular o machucado do supercílio do Damião e vamos direto a ele.

Segundo tempo. Muriel avança para defesa e Elano toca por cobertura. O goleiro tira com a mão. Expulsão. Até deu para entender: trocou o cartão pelo gol. Com essa sai Ratinho e entra Renan (que já está com rumores de ida para o Goiás, vocês viram?)

Inter com dez. Aí ferve o kissuco. Certo? Errado. Tinha tudo para piorar e as expulsões não parariam por ali. Houve um momento frente a tv em que me senti assistindo a batalha dos aflitos – comparação feita unicamente por causa das confusões.

O próximo da lista era Luxemburgo. Pela terceira vez no clássico. Aqui vale salientar a frase dita pelo técnico em sua coletiva: “futebol também é coerência”. Todos entendemos que o técnico não pode invadir o campo, no entanto foi digna a atitude de Luxemburgo ao tentar conter Anderson Pico em um princípio de confusão. Se não fosse por Luxa o circo teria pegado fogo. E teria sido feio para a festa do Monumental.

E o Inter que já estava com dez, ficou com nove e perdeu justamente quem? Leandro Damião. O homem de frente em meio à estratégia armada por Loss. Chega a hora de Cassiano (opinião de saltete: juntamente com Ygor uma das melhores surpresas de baixo custo do Inter em 2012). Aliás, alguém aqui pode me explicar porque o mesmo Cassiano deu lugar à Forlán sendo que D’Alessandro caminhava em campo? Não ouvi nada sobre lesão até agora. E seria a única justificativa.

Fecha o cerco no Grenal. Foto:divulgação

Fecha o cerco no Grenal. Foto:divulgação

Lamentável. É a única forma de expressão que encontro para o que foi o final de jogo. Osmar Loss chuta a bola de forma descontrolada, Saimon vai para cima. Agressões mútuas trocadas. O tempo fecha. Um rojão atinge um membro da comissão técnica do Inter. O clima segue tenso. O jogo em Minas Gerais acaba. Galo vence por 3 a 2. Para o Grêmio só interessa a vitória. O jogo segue parado para expulsões e brigas. O Grêmio precisa vencer. O árbitro apita o final. Sem chance de dar os cinco minutos de acréscimo dados. As opiniões sobre isso se dividem. Acabou.

Existem torcedores que gostam de ver o quebra-pau. Eu não sou uma dessas pessoas. Acho que nada justifica as cenas finais do grenal de ontem. Cinco expulsões são muito piores que seis volantes em campo. Não era a despedida que o Olímpico Monumental merecia. De consolo apenas a avalanche coletiva de despedida. E agora que venha a arena.

É só isso, não tem mais jeito. Acabou. Boa sorte.

Na ponta de cima da tabela. Fluminense campeão há três semanas perdeu para o Vasco. Galo fica na segunda posição. Ambas equipes garantidas na Libertadores. O Grêmio é terceiro e

pode vir a disputar pré Libertadores se o São Paulo se sagrar campeão da Sulamericana. E por falar em Sulamericana, em 2013 é hora de buscar o bi: O inter ficou no meio da tabela. Nono lugar. E joga o campeonato ano que vem.

Na ponta de baixo já conhecíamos três dos quatro rebaixados: Palmeiras, Figueirense e Atlético – GO. Ontem o Sport carimbou a ida para a segundona após perder para o Náutico. Portuguesa e Bahia salvas pelo gongo.

Jogam a série A do ano que vem:  Goiás, Criciúma (Goiás e Santa Catarina perdem representantes de ganham outros), Atlético-PR, Vitória (Paraná e Bahia ganham clássicos na disputa).

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