Tec, tec… Fechando com chave de ouro.

O Campeonato Brasileiro de 2012 é especial para os gremistas. Afinal de contas, será a última edição da competição em que o Grêmio mandará seus jogos no Estádio Olímpico Monumental – o Velho Casarão.

A cada final de semana, uma multidão tem ido acompanhar as partidas afim não só de ver o elenco entrar em campo e conquistar uma vitória, mas também de ir se despedindo do palco onde tantas vezes o tricolor gaúcho fez bonito, deu show, pressionou o adversário e causou inveja à torcida visitante.

No último domingo, o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo enfrentou o São Paulo, que chegou embalado por uma goleada aplicada na Universidad de Chile pela Sul-Americana, no penúltimo jogo em campeonatos brasileiros da HISTÓRIA do estádio. Como não poderia ser diferente, o torcedor compareceu em massa para ver esse jogaço, mas também, para alguns, para dar o último adeus ao Olímpico. 45.894 gremistas, esse foi o número que se fez presente na tarde/noite de domingo. Uma multidão que não se intimidou em cantar para apoiar e empurrar o time que tinha um adversário complicado pela frente.

Um jogo especial, acontecimentos especiais. O Grêmio saiu perdendo para a equipe paulista. Depois de ver o zagueiro Saimon, que não atuava desde a primeira rodada do campeonato, cometer um pênalti infantil, a torcida esmoreceu. No confronto Ceni x Grohe, o mais experiente levou a melhor e o Grêmio saiu atrás no placar. Mas com aquele fervor da torcida, não faria sentido o jogo terminar em derrota. E, de fato, não terminou.

Zé Roberto, Pará, Moreno e André Lima trataram de rever a situação. Dois passes na medida, dois gols certeiros. Mais de quarenta mil vozes fizeram ecoar os gritos de amor pelo time que estava, com aquele resultado, assumindo a segunda colocação do Campeonato Brasileiro. Mais de oitenta mil pés fizeram o Olímpico tremer.

Crédito: Lucas Uebel/GFBPA

Além da virada conquistada em cima da equipe paulista, o confronto de domingo ainda teve mais dois momentos inesquecíveis. Quem diria que viveríamos para ver a seguinte cena: Antes do fim da partida, a torcida, em peso, pediu a permanência do técnico Luxemburgo para a temporada 2013. Gritos de: “Fica, Luxemburgo!” fizeram o experiente comandante se emocionar.

– Hoje foi um dia que não vou esquecer jamais. Está nos meus grandes momentos do futebol.

Assim como Luxemburgo, Zé Roberto também foi um homenageado da tarde. Ele que criou, arriscou, deu assistência, também acabou se emocionando depois do apito final do árbitro e chegou a cair no gramado, enquanto chorava.

– Quero terminar este campeonato e mostrar que os que confiaram em mim fizeram certo. Não vim para o Grêmio por dinheiro, mas sim porque ainda corre no meu sangue o prazer de fazer aquilo que eu gosto.

Com os resultados da rodada, o Grêmio ocupa a vice-liderança do Brasileirão e, mantendo essa posição, garanta vaga direta à Libertadores da América de 2013.

No dia 2 de dezembro, o Estádio Olímpico Monumental terá o seu último jogo. O seu último clássico. Pra fechar com chave de ouro, nada mais emblemático que um confronto contra o maior rival da história.

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