Os bons morrem jovens

07/06/2014

Não falemos de títulos, de gols, de troféus. Falemos de outra virtude que também simboliza conquista. Mérito, glórias, amor. Nem todas as estrelas brilham tanto no céu, onde dividem espaço com outros astros. Mas apenas aquelas que, mesmo depois de mortas, continuam a brilhar. Fernandão foi assim. E, se o poeta me der licença de repetir o seu discurso, eu discorro “É tão estranho; Os bons morrem jovens; Assim parece ser, quando me lembro de você; Que acabou indo embora, cedo demais…”

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Com ele, aprendi que se pode ter esperança de um caminho melhor. Que lealdade é a palavra mais importante no mundo do esporte e que a vitória chega na base de muita luta e suor. Dono de uma garra sem igual, Fernandão (ou F9, para os fãs), me mostrou que ainda se pode acreditar no amor a camisa, que ainda existem pessoas que beijam o escudo com vericidade e que grandes homens se formam com sangue e transparência.

É tão estranho
Os bons morrem antes
E lembro de você e de tanta gente que se foi cedo demais
E cedo demais,eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer

As memórias ainda flutuam na nossa cabeça. O centroavante não conquistou apenas grande parte dos gaúchos, goianos e paulistas mas também o mundo, quando num certo dia de dezembro mostrou que humildade e dedicação valem mais que nome e fama. E esse legado ficará registrado em todos que puderam conviver com essa grande figura que foi e sempre será o camisa 9. Seja o Testa de Ferro, Homem Gol, Capitão América, Dono do Mundo… Para mim, em particular, ainda é muito difícil acreditar ou escrever sobre esse atleta que eu ouso em dizer, foi o maior da história do Internacional. Levas a plagas distantes; Feitos relevantes; Vives a brilhar; Correm os anos, surge o amanhã; Radioso de luz, varonil; Segue a tua senda de vitórias.

UH, TERROR, FERNANDÃO É MATADOR!

http://www.youtube.com/watch?v=FOT3O8rn7qM


Porto Alegre não falar sua língua

21/05/2014

É engraçado ter que lembrar isso, mas no mundo real, as coisas não funcionam como nas novelas, que quando se viaja para fora do país, todo mundo sabe falar português. O Brasil pode até se iludir achando que suas cidades estão preparadas para receber uma Copa do Mundo mostrando Estádios perfeitos e tapando as obras inacabadas. Mas a falta de comunicação e a despreparação dos estabelecimentos perante ao turista estrangeiro não terão como serem colocadas de baixo do tapete. E o que pude ver em Porto Alegre é que os gringos que chegarem aqui sairão com um belo curso de mímica na bagagem.

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Ninguém é obrigado a ser expert em outras línguas e também você não precisa aprender o que não gosta. Mas em certas ocasiões, falar inglês (ou espanhol, italiano…) é obrigação, se é que você quer se manter no mercado de trabalho sem passar vergonha. Decidi, por minha conta mesmo, fazer um teste em uma boêmia rua de Porto Alegre, conhecida por ter festas bacanas e bares lotados. Com certeza um lugar que atrairá diversos turistas cheios do dinheiro com muita vontade de gastar nesses lugares. Me “fantasiei” como estrangeira mesmo, uma pessoa normal que está na cidade para curtir a Copa do Mundo e também aproveitar a noite em uma das cidades sedes do evento futebolístico.

Cheguei, me sentei Prontamente, de trás do balcão veio um simpático rapaz com um sorriso no rosto e um cardápio na mão.

Ele: Olá, gostaria de uma cerveja agora?

Eu: Sorry?

Ele: Moça, você precisa de ajuda?

Eu: I don’t speak Portuguese. Do you speak English?

Neste momento me senti um ET, pois a cara de espanto do rapaz foi algo fora do comum. Os olhos deles ficaram tão grandes quanto a sua boca aberta, que gaguejava palavras soltas. Sua mímicas, completamente exageradas me deixaram com uma certa vergonha, pois todos passaram a observar aquele show a parte.

Ele: STOP! (dito em voz alta, parecia que eu era surda). Já volto! (ele encenava como se mandasse eu esperar)

Foi engraçado. Impossível não rir. Poucos segundos depois voltou uma senhora, acredito que a gerente do local.

Ela: Hello! VOCÊ (apontando para mim) GOSTARIA (ainda gritando) DE TOMAR ALGUMA COISA? (fazia gestos com as mãos encenando uma bebida na boca).

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Me fiz de desentendida e apontei para o cardápio. Mostrei a Coca Cola, unica coisa que no mundo tem uma linguagem universal. Também apontei para uma figura que mostrava uma bela porção de iscas de filé com batata frita, mas em nenhum momento estava escrito (em inglês) o que era aquilo. Prontamente meu pedido foi atendido e eu consegui “o que queria”.

Sentei em outro bar para não fazer mal juízo daquela rua, mas o problema seguia o mesmo. Desta vez um gentil rapaz, que falava inglês (amém) sentou-se do meu lado e disse que poderia me ajudar na comunicação. Claro que depois de um tempo falei para ele que na real eu era gaúcha e apenas estava testando o quão preparado (ou despreparado) estava os estabelecimentos. Em apenas um lugar achei o cardápio em inglês. Um lugar! Preocupante? Alarmante!

Faz 7 anos que os brasileiros sabem que o país foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. SETE ANOS (falo com a mesma entonação que o garçom falou comigo). O mínimo de INVESTIMENTO que os bares e restaurantes de Porto Alegre (e do Brasil inteiro) poderiam ter feito é pagar um cursinho de inglês para seus funcionários. Não é dinheiro gasto. É dinheiro ganho. Pois eu garanto que o pessoal de fora irá perder a paciência e procurar um lugar que sejam bem atendidos e COMPREENDIDOS. E aquele lugar, que poderia receber estrangeiros e ganhar dinheiro (por que sejamos sinceros, os gringos vão gastar) irá perder clientes.

Nem preciso dizer que fiquei com medo de fazer o teste com taxistas e ser roubada, estuprada e até morta depois (gente, não estou brincando). O legado que iremos levar dessa Copa será jogado no lixo, pois em vez de aproveitarmos para enriquecer a nossa cultura, teremos que sofrer as consequências de um país despreparado e ainda ouvir que somos ignorantes. To mentindo?

Infelizmente, o famoso “jeitinho brasileiro” desta vez não terá chance e o que teremos como recordação será apenas aquele 1 mês de pão e circo. Bem-vindo ao Brasil.


Quase na hora

15/05/2014

Era comum nas ruas se ver as bancas lotadas de crianças e adultos comprando pacotes de figurinhas. Mais ao lado, via-se pessoas trocando seus cromos repetidos e preenchendo o seu álbum. A cada lacuna completa, um grito de excitação era soado, semelhante àqueles momentos que seu time do coração marca um gol. Agora, a realidade é outra.

Pessoas correndo, gente eufórica, mantas coloridas no pescoço, bandeira na sacada. A contagem regressiva já começou e muitas pessoas estão prestes a realizar o seu sonho. Ver seu ídolo apenas em um papel colado num livro de plástico podia se transformar em um momento real com o jogador a poucos metros de você. Neste momento, aquele mesmo público que se aglomerava em bancas, agora procura seu bilhete premiado na web.

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Todo esse imaginário mexe com o coração dos fanáticos pelo futebol. Poder gritar “estou com você” para qualquer que seja o seu jogador favorito é a realização de jovens e adultos. E não seria diferente a imagem fixa que temos de crianças fardadas e pintadas e fotos postadas dos tickets adquiridos com muito orgulho. Não apenas os estádios, mas a internet, que é uma das grandes responsáveis pela venda de ingressos online, vira a sua aliada nesta fase pré, durante e pós Copa. Afinal, ninguém quer perder um só lance, deixar de postar uma só foto ou não contar a ninguém que você conseguiu estar presente num dos momentos mais legais do mundo esportivo.

Torcedores lotam bilheterias, ficam horas na internet na busca de seus passaportes para ficarem, talvez, perto de gritar o nome do atleta favorito. Em menos de um mês para a Copa, é nítido o desespero de quem ainda não conseguiu um bilhete para curtir qualquer jogo. Partidas da Nigéria, estreia da Bósnia… Qualquer coisa já seria uma grande parte para a sua história em Copas do Mundo. As filas crescem, as lágrimas caem. Quem ainda não tem a certeza que irá participar, por vezes, apela pelos cambistas ou cai no buraco dos ingressos falsos, comprometido por tanta ansiedade que prospera no corpo. Hoje em dia, é mais fácil conseguir ingresso dentro de casa, com o Brasil Iguanatickets, por exemplo, do que negociando com vendedor ambulante.

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Independente da forma que você for, da camiseta que pôr e para quem torcer, aquele papel na mão é o seu troféu, torcedor. Vá ao estádio mesmo sem torcida, mesmo sem lugar. Você pode estar prestes a ouvir no velho radinho que o Fred foi o primeiro a inaugurar os placares da Copa no Brasil. E você, brasileiro, estava lá para ver a Seleção Canarinho fazer tudo isso.


A criatividade aflora na Copa do Mundo

13/05/2014

Gostando ou não da Copa do Mundo, você tem que concordar comigo: dá gosto de ver a publicidade nesta época.

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Então resolvi postar algumas propagandas que destaco ser as melhores, em minha humilde opinião.

Nike, Quem ganha fica – Genial. Os publicitários ousaram em fazer de uma pelada de guris um super campeonato recheado de craques. Quando cada garoto pega na bola, ele fala o nome ídolo e se transforma nele.

Visa, Todos são bem vindos – Comercial que mostra a “possível” reciprocidade com todos que chegarem ao Brasil. Para mim, a mais bem bolada.

Quilmes, Con que se van a encontrar – Recomendo a todos que gostam de publicidade a ver os comerciais da Quilmes. Vale a pena. Sim, marca argentina e propaganda também, mas vale muito!

TyC Sports, 2010 – A propaganda é da Copa de 2010, mas não me canso de ver e de admirar o orgulho e garra que os argentinos encaram cada competição. Acho que falta um pouco disso no Brasil.

Eu teria mais diversas propagandas para postar, mas a capacidade de upload do blog o deixaria muito pesado. Mas já fico feliz de dividir esses com todo mundo. O que acham?

 


País do futebol

06/05/2014

Seria um jogo normal, no qual eu mesma iria prestigiar se não fosse o susto que levei. Me redirecionei até o guichê de compra de ingresso. Escolhi uma partida da Libertadores para aproveitar aquele meu momento de brasileira e torcedora. Foi aí que começou o meu pesadelo.

- Um ingresso de arquibancada inferior.

- R$120,00.

- Moça, eu só pedi 1.

- Sim, sim. Este é o valor. Se você for estudante, dá para comprar pela metade do preço.

- Não. Não sou. Sou trabalhadora mesmo.

- É! O ingresso mais em conta é esse, por 120 Reais.

Óbvio que não comprei e sem sombra de dúvida saí dali com vontade de me pronunciar sobre o país que se diz a Pátria de chuteiras. Que chuteiras seriam essas? Da Nike? Que país é esse que cobra um valor absurdo em cima de um ingresso no qual a população que prestigia batalha por um prato de feijão à mesa todos os dias. Não seria estranho perceber que nossos estádios não ficam mais lotados, não são mais coloridos e não se escuta mais vozes cantantes. Afinal, o padrão FIFA proporcionou uma nova população que adentra aos parques esportivos.

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Entender o que está se passando com o futebol brasileiro é complicado quando você apenas quer se sentar numa cadeira e comemorar com o cara do lado o gol do seu time. Compreender a fusão que as grandes indústrias e o marketing estão fazendo com o nosso esporte é complicado para o povo. E quando falo ‘povo’, quero ilustrar aquelas pessoas que ganham um salário mínimo mas se escabelam para comprar um ingresso e ir de ônibus até o jogo.  Famílias que iam com até dois filhos no colo já não estão mais ali. Pessoas de todas as classes também não. O que se vê é um povo selecionado e aquele sócio que engole o valor mensal para conseguir ir nos campeonatos.

Isso tudo se deve a quantos motivos? Aqueles mesmos que fizeram o futebol brasileiro evoluir e parar de fabricar craques e ídolos? Aquele mesmo que fez os dribles bonitos se ofuscarem e apenas escândalos de festas e bebedeiras ficarem em evidências? Aquele mesmo que apagou da memória do próprio jogador a vontade de se mostrar bom de bola e apenas querer brilhar na próxima campanha daquela marca de roupas. É triste, torcedor, mas você terá que se conformar. O normal agora é pagar por pacotes de esporte na TV a cabo. Ou para os mais espertos, puxar o gato do Payperview e conseguir acompanhar os jogos de graça. O que deveria ser de fácil acesso para um país do futebol custa mais do que muita hora mensal trabalhada. Mas ninguém lembra disso na hora de gritar gol.

Talvez você ache que fui radical demais, afinal, se não quer pagar, não reclame e não vá ao Estádio. Mas eu queria perguntar, amigo leitor, você realmente acha que nasceu no país da pelada?


Gigante pela própria natureza

01/05/2014

Foi difícil acostumar. Parecia algo distante imaginar os domingos vazios, a  TV desligada, as manhãs caladas. Faltava alguma coisa para mexer com os ânimos. Coisa de brasileiro, sabe? Aquele sentimento caloroso de ter algo para se fazer. A rotina gostosa de levantar cedo e se animar com pequenas ações. Pois bem. Aquele final de semana foi ímpar. O mundo inteiro cobriu seu rosto com as mãos. Eu estava com 5, quase 6 anos, quando aquela imagem pairou em meus olhos. Meu pai de cabeça baixa, meu irmão acolhendo o pranto. Breu.

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É muito confuso aceitar a dor da perda ou se conformar com um simples adeus. Aquele 1º de Maio foi assim. A despedida. Uma despedida de bilhões de seres humanos. De brasileiros convictos. De crianças inconsoláveis. De fãs sem chão. Não por acaso, Aírton Senna foi embora justamente no feriado do trabalhador. Ele que pode se considerar um dos grandes operários do Brasil pois poucas pessoas são reconhecidas pelos seus grandes feitos ou serem lembradas pelo dia de sua partida. Aírton reúne todas essas recordações. Um grande atleta, um bom homem, um cara atípico, ousado e corajoso. Talvez esses adjetivos possam ter o levado cedo demais de nós. Mas mais uma vez, temos que nos conformar.

Hoje faz 20 anos que não temos mais aquele capacete patriota que tanto nos enchia de alegria. Parece que foi ontem, não é? A sua presença física foi embora, porém os gigantes nunca morrem. Os ídolos de verdade, prosperam. E quem um dia foi rei, jamais vai perder a majestade. Quando que você viu uma empresa de companhia aérea pintar uma aeronave com as cores de um objeto que era usado por um certo alguém? Em quantas marcas você pode ver o rosto de Aírton Senna? Ou melhor, você pode me citar apenas um nome de algum ídolo brasileiro? Ele vive e jamais irá nos abandonar.

Infelizmente, Aírton, eu não consegui lhe ver brilhar. Quer dizer, eu vi muito pouco e as lembranças que a minha mente, naquela época jovem demais, são pobres perto de tudo o que você proporcionou. Sorte a minha de ter crescido numa era em que a tecnologia nos proporciona assistir coisas do passado como se fossem o presente. Mas, por mais que não tenha te visto correr, não tenho dúvidas, tu é o único grande ídolo que o Brasil formou. E no dia do aniversário de seu adeus, ainda tão tenro, eu me sinto na obrigação de lhe dizer o meu muito obrigada.


Ainda vivemos na era dos dinossauros

28/04/2014

Era da tecnologia, país em desenvolvimento, internet sem fio em todos os lugares, educação multimídia e mesmo assim ainda lemos nos jornais notícias que relatam casos de racismo. Casos esses que são sofridos no meio de competições esportivas. Não, nós não vivemos no século XXI.

racismo

Não é de imaginar que um dia não ficaremos mais impressionados com tamanho desrespeito que nosso povo ainda sofre. Podemos sim sonhar com um mundo que não precise mais fazer campanha na internet, pois termos que ainda falar sobre isso é o fim de tudo. É o fim olharmos com desdém para o próximo. É o fim acharmos que a cor da pele vai definir quem você é ou não. É o fim sermos feridos com palavras rudes, gestos feios e mímicas sem educação. É o fim termos que nos unir por algo que não deve ser a nossa luta, que não deve ser nada. Pois o branco, amarelo e preto é apenas uma cor. E só.Me admira o esporte ainda acolher atitudes tão irracionais quanto essa, pois por mais que nos chamem de macacos, ainda somos racionais. Somos humanos.

Até quando teremos que nos conformar com tamanha imbecilidade de alguns. É inimaginável no esporte, onde a união das cores é o que deixa mais bonito os eventos, assistirmos alguém tocar um objeto que remeta à racismo. É incompreensível no futebol, onde a maioria dos jogadores são negros, um atleta ter que esconder do filho os episódios horríveis que passou por causa de sua pele. Porém, ficamos felizes quando um desses homens, que orgulha-se de sua raça, virar a costas para os agressores, pegar uma banana que foi tocada e aí sim, comer. Afinal, parece que ninguém está morrendo de fome no planeta, não é mesmo?

No Brasil cerca de 30% da população se considera negra ou parda. No mundo, temos diversas cores que formam as raças da população. Porém, uma pesquisa mostra que a chance de um jovem negro ser morto é 130% a mais que um jovem branco. E ninguém da bola para isso? Não! Você atravessa a rua a noite se vê um homem afro caminhar contra a sua direção. Nos bancos os olhares desconfiados sempre ficam em cima daquele que não tem a mesma cor que você. E você ainda acha que isso não é racismo. Será?

Também estou adepta, por mais que esse assunto já deveria ter sido extinto de tudo, à campanha #SomosTodosMacacos. Termino meu texto hoje citando a frase de um homem que sofreu por sua cor, foi aplaudido por sua cor, fez história com a sua cor e será eterno por sua cor. “Sonho com o dia em que todos levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” (Nelson Mandela)

#SomosTodosMacacos

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