Fim da linha para o Inter

25/11/2012

(crédito: Fernanda Galvão)

A foto poderia servir de retrato do jogo entre Inter e Portuguesa. Não. A torcida não menosprezou o presidente Giovanni Luigi, nem ficou gritando por Dunga. A imagem mostra, simplesmente, um casal protestando o atual momento do clube. É claro que para o protesto ganhar vida é necessário endereçar alguns recados, como vemos. O fato é que eles representam os milhares de colorados que não querem mais assistir partidas como a de hoje.

Não querem ver dois atacantes que não têm sintonia, zagueiro que marca pênalti descaradamente, jogadores que não tem mais ânimo em jogar bola e, muito menos, serem encarados pelo capitão/camisa10/ídolo.

A Portuguesa mereceu vencer a partida. Os gols marcados por Luis Ricardo e Marcelo Cordeiro confirmam que o campeonato “só acaba quando termina”. O Inter poderia valer-se do jargão e resgatar a esperança dos torcedores.

O próximo jogo do colorado é contra o Grêmio. O Brasil está prestes a ver o Estádio Olímpico dar adeus ao futebol em grande estilo, com um clássico nacional. Vermelhos e azuis não merecem jogos apáticos.


Por um 2013 não tão longo assim…

18/11/2012

Crédito: Agência O Globo

A verdade é que o Internacional joga para cumprir tabela. E isso não é de hoje. Talvez, para os torcedores, seria importante ver alguma reação na reta final do campeonato, mas parece que a possibilidade é tão remota quanto a vinda de Abel Braga. Não só é, como já sendo.

O primeiro tempo entre Inter e Corinthians só não foi mais sonolento, porque aos 47 minutos, Danilo fura a área colorada e chuta direto na trave. Segundo depois, Guerrero recebe um cruzamento de Douglas e, de cabeça, manda para dentro do gol.

O Timão de Tite voltou para o segundo tempo embalado pelo gol. Em menos de um minuto, Douglas já mandava a bola na trave. E aí, quando os corintianos dominavam a partida, Fernandão, à beira do campo, berrava o nome do atacante Cassiano. Gritava como se a esperança nos jovens fosse lhe salvar como em outras vezes…

Não deu! A torcida, nada satisfeita com a derrota por 1 a 0, ainda viu Edenilson, aos 45 minutos, ampliar o placar.

Diego Forlán, D’alessandro, Damião e todos os outros foram superados pelo quinto colocado, que não tem outro objetivo senão conquistar o Mundial da Fifa.  E o presidente Giovanni Luigi não “descarta descartar” Fernandão?


Guerreiro Imortal garante vitória gremista diante da Ponte Preta

03/11/2012

Divulgação

Parece que o jogo do Grêmio estava mesmo nos planos dos 40.760 gremistas, que lotaram o Olímpico na tarde de hoje. Nada mais justo para um estádio que já começa a dar adeus.

A partida contra a Ponte Preta, pela 34ª rodada do Brasileirão, não contou com Elano, Kleber e Gilberto Silva. Zé Roberto estava lá. Aos 3 minutos, o meia deixou Marcelo Moreno cara a cara com o goleiro, mas o camisa 9 deixou a bola escapar. Em seguida, na cobrança de escanteio, Z10 deixou a bola espalmar no primeiro travessão.

Nas laterais, Anderson Pico e Pará tiveram dificuldades de jogar, uma vez que o time de Guto Ferreira não deu espaço pelos lados. A única solução de chegar à frente, foi trabalhar pelo meio, mas Marco Antônio, por exemplo, não conseguiu encontrar sintonia com Leandro. Contestado nos últimos jogos, o atacante entrou em campo nervoso. Em menos de 10 minutos, já havia marcado três faltas.

Apesar o volume de jogo gremista, quem se saiu melhor nas finalizações foi a Ponte Preta – essencialmente, nos contra-golpes. Se não fosse Anderson Pico parar a jogada, Róger teria aberto o placar ainda na metade do primeiro tempo

Do outro lado, Zé Roberto fez valer a faixa de capitão ao buscar orientar os atacantes a todo momento. Aos 18 minutos, após receber um cruzamento do camisa 10, Marcelo Moreno cabeceou, porém a bola foi para fora. Em resposta, no mesmo minuto, Luan, no contra-ataque, partiu com velocidade em direção a área gremista e, numa falha do zagueiro Naldo, o atacante se viu livre para passar a bola para Roger. Sorte do Marcelo Grohe, que a bola foi sem força.

Novamente no contra-golpe, a Ponte Preta assustou a defesa gremista. Desta vez, com Nikão, que mandou uma bomba em direção a Marcelo Grohe. O primeiro tempo terminou, assim, sem gols e com Anderson Pico lesionado.

Na etapa complementar, o Grêmio voltou com a mesma intensidade de jogo e com Júlio César, na lateral-esquerda. A diferença é que a falta de conclusão dos tricolores fizeram com que os torcedores aplaudissem qualquer finalização – até mesmo as ruins, como a de Pará aos 8 minutos.

Mas o aplauso mais alto veio no momento em que auxiliar de Vanderlei Luxemburgo, Antonio Luiz Lopes, chamou Elano. A entrada do meia surtiu efeito e foi a vez da defesa adversária passar trabalho. Até aos 25 minutos, quando Rildo avançava pela lateral e Júlio César se viu obrigado a dar um carrinho para evitar o gol. A falta resultou em expulsão.

Mesmo com um a menos, o Grêmio seguiu pressionando. O torcedor, já impaciente, deixava o estádio. Aos 45 minutos, quando a sina do empate se repetia para os tricolores, Zé Roberto cruzou uma bola na cabeça de André Lima, que mesmo empurrado pelo goleiro Gilberto, subiu e fez. O Guerreiro Imortal não fez outra coisa, senão correr para a torcida.

A vitória contra a Ponte Preta quebrou a fase de “empatite” e reascendeu a esperança na briga pelo segundo lugar no Campeonato Brasileiro.


Preconceito: adversário a ser driblado

03/11/2012

Quando futebol e cinema se confundem… 

Divulgação

Em New Jersey, Gracie. Em Dois Riachos, Marta. No lugar de bonecas e maquiagens, a bola. No cinema, a história real de Elisabeth Shue, que na trama atende por Gracie – a única menina numa família de três irmãos. Todos apaixonados por futebol. Na vida real, uma história semelhante da de cinema. Uma garota boa de bola, que vivia sobre a pressão do irmão mais velho José. Em ambos, o preconceito se materializava através da família.

O motivo se restringia ao fato de que as duas meninas, Marta e Gracie, deram vez ao coração e persistiram em seus sonhos. Se não sabiam que para se tornarem jogadoras de futebol significava quebrarem paradigmas, dentro de casa tiveram bons indícios de que não seria nada fácil. Ainda pequenas, aprenderam a conviver com o machismo sem o saber.

Diferente de Gracie, que perdeu o irmão mais velho – e seu único protetor – Bowen, também jogador de futebol, num acidente de carro, e mais tarde preencheu a lacuna, ao integrar a mesma equipe, Marta e José, hoje, riem de um passado, não tão distante, no qual o irmão se valia do porte físico para bater em Marta – a menininha que tinha o dom dos homens. A contragosto, seguiu. Seguiu como se soubesse que cada tapa seria recompensado.

O desafio de uma foi se adequar ao universo masculino. Literalmente. Gracie conquistou o lugar deixado pelo irmão e teve de se submeter às adaptações físicas, nada fáceis para uma menina. Já a outra, primeiro, aprendeu a não dar créditos às investidas da família, quando faziam de tudo para que ela desistisse da carreira.

Marta aprendeu bem cedo que “coisa de mulher” era batalhar e não vestir cor-de-rosa. Elisabeth Shue e Marta quebraram tabus, mas foi a brasileira quem se deu melhor. Ninguém acreditava que a alagoense, que fugia de casa para dar olé nos marmanjos da rua, fosse se tornar referência no futebol feminino. Como melhor jogadora do mundo, conquistou a mesma quantidade de estrela que a Seleção Brasileira em copas. Abocanhou cinco prêmios entre 2006 em 2010. Aliás, nenhum homem jamais ganhou tantas vezes.

José e a mãe Tereza, que gritava “Não fique jogando com os meninos. Você é uma garota”, tiveram de se render e aceitar que a caçulinha fosse considerada o Pelé de saia. O apelido surgiu aos 16, quando ainda jogava pelo Vasco, no Rio de Janeiro. Um ano depois, já com a verde-amarela, abriu a coleção de ouros com a seleção no Pan-americano de São Domingo. Aos 18, trocou de continente e foi parar na Suécia. Lá, a garota do sertão brasileiro, teve como principal adversário o frio.

Longe do Brasil há oito anos, no mês passado, Marta recebeu um convite para atuar no Vitória de Pernambuco, que disputará a Libertadores em novembro. O empréstimo aconteceria no período em que estivesse férias do Tyresö da Suécia, atual time da atleta.

Em entrevista à Globo.com, o presidente da equipe pernambucana, Paulo Roberto Arruda, diz que a camisa 10 do Brasil não hesita em dizer sim.

- Já tivemos um contato e acertamos tudo. Ela quer vir, voltar ao Nordeste, ficar perto de casa. Se o clube sueco aceitar liberá-la sem custo, Marta vai vestir a camisa do Vitória – espera.

Mesmo eliminada dos Jogos Olímpicos, junto com a seleção, e a quebra da hegemonia no prémio de melhor futebolista do ano, Marta continua no topo das listas. No último dia 25, foi indicada para Bola de Ouro da Fifa e France Football. A escolha foi feita pelas capitãs, treinadoras e treinadores das seleções nacionais. Entre as 10 finalistas, Camille Abily, as americanas Carli Lloyd, Alex Morgan, Megan Rapinoe e Abby Wambach, a canadense Christine Sinclair e as japonesas Miho Fukumoto, Aya Miyama e Homare Sawa, vencedora da última edição.

Atletas que não representam 1% do elenco espalhado pelo mundo, mas que, possivelmente, assim como Gracie, no cinema, e Marta, na realidade, não desistiram. O preconceito é tão recente que, em 1964 (menos de 50 anos), o Conselho Nacional de Desportos proibiu a prática de futebol feminino no Brasil. Os médicos alegavam que o esporte afetava os órgãos reprodutivos da mulher. Somente em 1981 (pouco mais de 30 anos) a decisão foi alterada.

 Para quem sabe o que quer, o preconceito é apenas um adversário. Basta um drible para marcar o gol. No futebol e na vida. Foi assim com Elisabeth Shue, Marta e outras milhares.

* trabalho da disciplina de Cinema, Esportes e Representações, ministrada por Gustavo Bandeira – pós em Jornalismo Esportivo. 


O Sr. Media Training

24/10/2012

Reprodução IG

Depois de rasgar elogios ao Rio Grande do Sul e à imprensa gaúcha, “utilizarei as palavras do Dr. Fábio Koff e direi: ‘hoje, a minha preferência é o Grêmio’”. Se os gremistas já estavam receosos com a permanência do técnico que o ajeitou time, as próximas declarações foram suficientes para deixá-los com a pulga atrás da orelha: “Não conversei com ninguém e nem me permitiria isso agora. O futuro é outra história”.

Não bastou Luxa dizer que não cogitaria treinar o Internacional, AGORA. Qualquer indicação de que o técnico fosse para o outro lado é uma ameaça para o torcedor gremista – como seria para os colorados também. Afinal, se o cara deu brilho a jogadores que quase ninguém acreditava, imagina o que faria com um grupo formado por estrelas?

Particularmente, não acredito que Luxemburgo vá embora. Ontem mesmo, no início da coletiva, ele ressaltou a importância de dar continuidade a um projeto a LONGO prazo. E longo prazo não significa apenas colocar o Grêmio na Libertadores ou, talvez, vencer a Sul-Americana, na minha opinião.

Mas como o próprio diz,  o“futebol não tem lógica”e talvez eu esteja enganada…


Jornada duplex, post duplex

14/09/2012

Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Já que os jogos aconteceram simultaneamente, nada mais justo que fazer um post sobre a rodada de Grêmio e Inter. Os palcos da 24ª foram o Engenhão e o Estádio Olímpico.

O primeiro viu o empate de 1 a 1 entre Inter e Botafogo.  Antes de iniciar a partida, os colorados já estavam com a pulga atrás da orelha: por que Dátolo ficou em Porto Alegre se Diego Forlán, que tinha defendido o Uruguai em menos de 48h, esquentou o banco? Não seria meio óbvio que um jogador de 33 anos não tem o mesmo pique que Neymar, para entrar em campo e ser decisivo?

O uruguaio entrou somente 12 minutos do segundo tempo, quando o Inter vencia com o gol de Leandro Damião, que até então estava fazendo uma boa dupla com Cassiano.

Com a entrada de Cidinho, a equipe de Oswaldo Oliveira cresceu. Cresceu tanto que conseguiu empatar o jogo. Embora o Inter, tenha se mostrado mais ofensivo, Fernandão continua contestado. E os torcedores….

Foto: Wesley Santos/Agência O Globo

Não pense que o Grêmio esteve lá essas coisas. Marco Antônio, substituto de Fernando na etapa final, deu aos gremistas a felicidade de ver a bola na rede, junto com Kleber que marcou na prorrogação. Em entrevista coletiva, Luxemburgo brincou “O Marco acertou querendo errar”. O técnico se referia ao chute do camisa 11, que tinha tudo para ser mais uma bola alçada na área.

Com a vitória de 2 a 0 sobre o Náutico, o Grêmio soma 47 pontos e continua em terceiro na tabela.


Velocidade master no Manchester United

05/09/2012

Usain Bolt acaba de ganhar o aval do técnico Alex Ferguson para entrar em campo pelo Manchester United.

- O Bolt é um grande fã do Manchester United. Acho interessante quando ele fala que está disponível para jogar um amistoso. No ano que vem, quando voltarmos a enfrentar os veteranos do Real Madrid, pode ser uma boa oportunidade para ele entrar em campo”, disse.

Por um dia, o jamaicano, recordista dos Jogos Olímpicos de Londres, vai trocar o uniforme verde-amarelo pelas cores vermelha e preta. Além dos tênis de corrida por chuteiras, é claro.

A partida, ainda sem data definida, deve acontecer durante a pré-temporada no primeiro semestre de 2013.


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