É preciso reconhecer o esforço que a direção do Grêmio, principalmente o diretor executivo, Paulo Pelaipe, vem fazendo nessa temporada. A contratação de bons jogadores, como Kleber e Marcelo Moreno mostram que o clube finalmente está pensando grande.
Mas ainda há uma coisa que falta na direção tricolor: convicção.
Digo isso por dois exemplos: Douglas e André Lima.

- (Foto: Revista Placar)
O caso do André é muito mais forte.
Esteve envolvido na negociação com o Palmeiras sem nem saber do que acontecia. Após recusar, lembro direitinho do senhor Paulo Odone, em entrevista coletiva, falando que havia conversado com o jogador e que o mesmo queria ficar no Grêmio. “É esse tipo de jogador que queremos, que queira o Grêmio”, chegou a afirmar o senhor presidente, naquela ocasião.
Tudo lindo, tudo maravilhoso? Não, logo em seguida, André Lima foi dispensado. Treinou separado, arrumou as malas pra voltar ao Rio e… PASMEM! Voltou ao grupo tricolor após ser rejeitado pela direção do clube.
O caso Douglas é mais tranquilo, mas não menos embaraçoso.
Pelaipe deixou claro: se Douglas não renovar contrato, não joga mais com a camisa Grêmio e vai treinar separado.
O que aconteceu? Douglas ainda não renovou e continua jogando.
Óbvio que o camisa 10 não poderia ficar fora, o time precisa dele. É um dos principais jogadores do Grêmio atualmente, a presença do Douglas é indispensável e justifica as contratações para o ataque.
Onde fica a convicção nesses casos?
Se for parar pra pensar, é como uma briguinha de namorados: primeiro machuca e depois volta atrás. Se não desgastar, é lucro.






A única convicção do Odone, é quando se fala na arena e na sua carreira política.