Procura-se um camisa 10 – Parte 2

E enquanto a camisa 10 no tricolor da Azenha segue momentaneamente sem dono dentro de campo, já que Douglas foi suspenso por quatro jogos pelo STJD (sendo um já cumprido), conforme publicado anteriormente aqui no blog, fora dos gramados ela já começou a ser disputada.

Sim, porque Marquinhos, ex-Avaí, contratado há pouco tempo para reforçar o meio campo gremista quer ter a chance de brigar por ela, ou então pelo menos, de jogar ao lado dela. Vamos explicar a situação: na coletiva de imprensa de quinta-feira, o meia reinvindicou seu lugar no time titular, afirmando que poderia jogar ao lado de Douglas, não só substituindo-o quando esse estiver fora.

Seja com a 10 ou a 19, ele quer é jogar… (foto: divulgação/Grêmio)

“Não fui contratado para atuar no lugar do Douglas, mas ao lado dele. A gente não atuou junto ainda desde o início da partida. Quero ter uma sequência aqui”, confirma o jogador.

Argumento justo, visto que o meio-campista realmente teve poucas oportunidades de dar continuidade ao seu trabalho em campo. Mas fato também é que o jogador não teve o melhor aproveitamento nas chances que lhe foram dadas, e como se sabe, no futebol não só o time como também o atleta “se paga” pelos bons resultados, ou nesse caso, pelos bons desempenhos seja em 90 minutos de jogo, seja em 30.

Não deixando por menos, o vice de futebol do tricolor, Antônio Vicente Martins, disparou o seguinte comentário: “Nenhum jogador é contratado para ser titular. Se ele pensa isso, está completamente errado. As opções são decididas pelo treinador. Jogador joga e treinador treina.” Aliás, até concordo desde que se isso vale pra um, tem que valer pra todos.

Julinho Camargo, por sua vez, fez questão de provar que mesmo iniciante na função de comandante do Grêmio, já consegue contornar situações possivelmente tensas, no olho do furacão. O técnico disse que não viu má intenção nas declarações de Marquinhos e ainda elogiou a ambição e a disposição do jogador em atuar no time. Para ele há sim espaço para dois camisa 10, desde que se tenha merecimento.

“Douglas e Marquinhos podem jogar juntos. São dois jogadores de que gosto muito. Mas tudo vai depender de uma disposição tática e do merecimento interno. Há outros jogadores que estão trabalhando muito bem, como Escudero e Mithyuê”, avalia Julinho.

Aliás, o argentino Escudero provavelmente vá seguir sendo a escolha do técnico para compor o meio. No próximo jogo contra o Figueirense, o meia deve estar escalado junto com Marquinhos, claro, tendo prioridade de permanência quando Douglas voltar, mantendo uma sequência de três partidas com Julinho no comando.

A hora é agora: Escudero tem chance de se provar como titular (Foto: Tárlis Schneider/Agência Freelancer)

Bom, na humildíssima mas firme opinião desta que vos escreve, um dos problemas do Grêmio neste setor não se reside só no fato de escolher quem joga ao lado do Douglas. O até então dono da camisa 10 não joga bem faz muito tempo, deixando de ser a referência do time em vários jogos (lugar hoje soberanamente ocupado por Rochemback).

A verdade é que tem jogadores que precisam de um ‘chá’ de banco pra dar valor à titularidade. Um time grande não pode ser dependente de um só jogador, ainda mais quando esse não consegue depender nem dele mesmo. Até porque, o que importa é que o Grêmio volte a ter um meio criativo, de qualidade e estável, seja com quem for.

Fonte: Terra Esportes e clicEsportes

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